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Montgomery à conversa com o retrato de Rommel

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Field Marshal Bernard Law Montgomery Durante os treze dias da Batalha de El Alamein (Egipto) em Outubro/Novembro de 1942, o comandante britânico dos Aliados Bernard Montgomery pendurou na sua caravana uma fotografia do seu arquirrival Erwin Rommel, comandante alemão do Eixo e também conhecido por “A Raposa do Deserto”. Em entrevista a Cliff Michelmore da BBC (1968), a explicação de Montgomery foi a seguinte: — Eu gosto de pôr na minha caravana uma imagem do meu oponente da altura. Eu costumava olhar para ela e dizer para comigo mesmo, «que tipo é este? Se eu fizer isto, como irá ele provavelmente reagir?» E, curiosamente, ajudou. Acho que algumas pessoas me pensavam louco. Mas sabe, fui tantas vezes considerado maluco que agora acho-o um elogio. Rommel era bastante diferente daquilo que as pessoas julgam. Ele era um general do tipo Prince Rupert. Isto significa que, para Montgomery, Rommel era um bom comandante da frente de batalha que preferia estar com os soldados que o seguiam, ma...

A esperança em The Great Dictator

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     Continua a mexer connosco The Great Dictator, um clássico de Charlie Chaplin estreado em 1940, um ano após o início da Segunda Guerra Mundial. Este fim-de-semana o filme foi projectado no auditório do Teatro Camões com música tocada ao vivo pela Orquestra Sinfónica Portuguesa do Teatro Nacional de São Carlos e conduzida pelo maestro Timothy Brock.      Já não terá sido fácil um actor ajustar o ritmo dos seus movimentos à música da banda sonora do filme, mesmo se composta por si. Empresa mais difícil é uma grande orquestra acertar a música com o ritmo dos movimentos de Charlot. O maestro e a orquestra transmitiram as emoções certas em cada nota da banda sonora, na alegria da Dança Húngara n.º 5 de Brahms na cena do barbeiro com o cliente, ou no encantamento delicado do Prelúdio de Lohengrin de Wagner, na cena da dança do globo terrestre e na do discurso final.      Como acontece em outros filmes, Charlie Chaplin fez quase tudo: produz...

a Dama de Ferro - ideias sem ferrugem

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(texto originalmente publicado no qUE? ) Margaret Thatcher é uma pessoa como restam poucas. É daquelas que olha para uma multidão, diz qual é o melhor caminho, avança em primeiro lugar e persuade o público a segui-la. Em contraste, hoje a maioria dos políticos limita-se a ver para onde se dirige a multidão, põem-se à sua frente e dizem que a lideram. Mas Lady Thatcher foi realmente uma das últimas grandes líderes que o nosso mundo tem visto. Primeira-Ministra do Reino Unido eleita em 1979, Thatcher foi a primeira mulher (e única, até à data) a ocupar este cargo, dominando a política britânica ao longo dos anos 80 e tendo acabado por ser afastada das suas responsabilidades em 1990, não por eleições populares, mas pelo próprio partido conservador. Thatcher é considerada por politólogos como uma das pessoas que mais contribuiu para a queda do muro de Berlin em 1989, juntamente com Ronald Reagan, João Paulo II e Helmut Kohl. Pela sua determinação e perseverança, Margaret Thatcher era conhe...

o discurso de Passos Coelho

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O discurso do Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho na tomada de posse do XIX Governo foi adequado. Demonstrou humildade e realismo. Passos Coelho não fez grandes promessas, anunciou alguns erros de antemão e pediu paciência para o que aí vem. Ele expôs as suas prioridades e as linhas de actuação do Governo para os próximos 4 anos. Foi um discurso que colheu vários elogios. Este foi um discurso bastante alegórico. Passos Coelho quis definir estes tempos como uma tormenta de mar, o povo português como o herói marinheiro que sempre foi, e ele próprio como o capitão do navio que mudará o rumo para levar o País a bom porto. Foi uma formulação interessante, que sem dúvida encontra eco cultural entre os portugueses. No entanto, a Rádio Renascença apostou numa metáfora muito mais forte que os Descobrimentos no Portugal de hoje: o futebol. A notícia da Renascença online era " Onze de Passos Coelho toma posse. É o XIX Governo Constitucional ". O treinador e sua equipa. Nós seríamos o...

as mangas arregaçadas de Sócrates

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Sei que este postal não versa sobre conteúdos e propostas (o que mais importa para os eleitores), mas apenas sobre a imagem e as aparências que permitem a um candidato entregar melhor ou pior a sua mensagem ao público assistente. Comparemos José Sócrates e Barack Obama quando chegam a um comício. Barack Obama é naturalmente simpático, comunica bem e sem esforço. Sobe ao palco. Saúda o público. Despe o casaco. Arregaça as mangas da camisa. Sorri. Começa a falar. Diz primeiro como está contente por estar ali. Namora a plateia. A seguir conta uma piada. E depois de ganhar a simpatia do público, coloca a sua mensagem através de uma retórica brilhante, baseada principalmente no relato de histórias - storytelling . Faz pausas onde os aplausos imprimem mais ritmo e dinâmica ao seu discurso. Termina a sua exposição pedindo ao público qualquer coisa, seja dinheiro para a campanha, seja o voto, seja uma acção de apoio. Despede-se demoradamente e deixa-se tocar por todos quantos puderem alcançá-l...

ainda sobre os impostos

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