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terça-feira, 18 de março de 2025

É possível fazer lobbying de forma séria

(também publicado no Observador) 

Norman Rockwell - The Right to Know (1968)

Quando falamos de corrupção ou de promiscuidade de interesses conflituantes, é frequente juntar-se um estrangeirismo à conversa: os lobbies. Não me parece justo. Digo que é injusto porque devemos considerar o lobbying como algo que, quando bem enquadrado, beneficia o processo democrático de decisão.

Nesta sociedade muito acelerada e tão cheia de escolhas, é humanamente impossível que um deputado ou um ministro conheça ao pormenor o impacto das inúmeras decisões que toma diariamente. Por mais inteligente que ele seja e por mais numerosa e qualificada que seja a sua equipa, aquele decisor político não sabe exactamente tudo aquilo que faz. O volume de assuntos é tal, que ele acaba por confiar nas indicações do seu partido, em opiniões de outros, na sua intuição, e depois decide porque tem de decidir. Porém, os assuntos mais complexos carecem de reflexão adicional e é necessário auscultar os vários lados da questão, que nunca são menos do que dois. Então, é precisamente aqui que entra o lobbying como serviço público. O lobista, representante bem identificado de uma das partes interessadas, deve organizar e fornecer informação relevante ao decisor político, mostrando a bondade do seu ponto de vista ou do ponto de vista do seu cliente. Já o decisor político (ou a sua equipa) deverá ouvir todas as partes interessadas, e depois então pode avaliar o que é melhor à luz da Constituição e do programa que prometeu cumprir quando foi eleito ou nomeado.

Quem representa os lobbies são os lobistas e a actividade que estes desenvolvem é o lobbying. E isto do lobbying trata-se muito simplesmente de tentar influenciar políticas, mais concretamente as leis e outras decisões executivas. O lobista pode agir em nome próprio, da sua empresa ou da instituição que dirige, ou em representação de uma causa ou de um cliente. O lobista organiza e fornece informação relevante para o decisor político, promove debates, faz perguntas, ajuda a formular leis e emendas às propostas de lei, tenta convencer com bons argumentos os políticos a votar de certa maneira, promove acordos e também desacordos. No entanto, pode estabelecer alianças de forma a fortalecer a sua posição, exercendo pressão em conjunto com outros lobistas profissionais e também com o público em geral, mobilizando-o através das redes sociais, de petições, de artigos de jornal, de manifestações na rua, etc.

Toda a gente pode fazer lobbying. Aliás, toda a gente faz lobbying. Fazem lobbying as empresas, os bancos, as farmácias e os laboratórios, os agricultores, as associações (comerciais, laborais, sindicatos, etc.), as igrejas ou religiões, os países e Estados (governos, diplomatas, etc.), as regiões e cidades, as próprias instituições europeias entre si, os partidos, os cidadãos. E fazem-no através de ONG’s (organizações não governamentais), OANG’s (organizações aparentemente não governamentais), partidos, think tanks, universidades (com estudos, papers, doutoramentos honoris causa...), museus e fundações, atribuição de prémios, escritórios de advogados, consultores de relações públicas, jornais e jornalistas, entre muitas outras figuras.

O lobista, seja ele um profissional que representa um grande grupo ou um simples cidadão a actuar em nome próprio, deve ter o bom senso de insistir apenas o quanto baste, de ser bem-educado e de procurar ajudar de forma construtiva. Tanto quanto for possível no tempo limitado de que dispõe, o decisor político deve ser aberto e procurar ouvir todos aqueles que a ele se dirigem, mas não tem de aturar situações desagradáveis, insultuosas ou infrutíferas. Se o decisor político está ao serviço dos cidadãos e do Bem Comum, também nós devemos reconhecer o seu trabalho e agradecer-lhe o tempo e a atenção que nos dedica, sem fazer perder o seu e o nosso tempo.

Temos de olhar melhor para a cultura política dos países anglo-saxónicos, onde a realidade do lobbying é compreendida com normalidade, os lobistas são contratados pelas suas competências e os contactos políticos surgem naturalmente. São geralmente profissionais muito competentes. Por outro lado, os eleitores fiscalizam e acompanham o trabalho dos seus eleitos, escrevem-lhes e fazem petições. Por sua vez, os eleitos encontram-se regularmente com as pessoas do seu círculo eleitoral e prestam-lhes contas. Há uma cultura política de proximidade, onde o lobista é apenas mais um meio desse diálogo desejável entre o eleitor e o eleito. Entre nós, a cultura política é mais pobre e intermitente: a ligação entre eleitor e eleito quase se resume à campanha eleitoral e ao dia das eleições. Nessa perspectiva – a da cultura política – nós na União Europeia perdemos muito com a saída do Reino Unido.

Nos últimos dias tem-se falado muito de lobbying na sua vertente negativa e como qualificativo de alegada corrupção – legal ou “apenas” ética e moral.  Mas a corrupção não é uma característica do lobbying. Entendamos por corrupção não só aquilo que é ilegal, mas tudo o que degrada a natureza de uma função, de uma acção, de um cargo ou mandato. Por exemplo, o mandato dum eurodeputado é para representar o interesse dos cidadãos que o elegeram. Se esta não for a grande prioridade do eurodeputado, podemos dizer que ele está corrompido. Os principais tipos de corrupção que infectam a práctica do lobbying podem ser: favores legislativos, tráfico de influências, empregos para familiares, espionagem, sedução, cedência de assistentes que trabalhem para terceiros, viagens pagas, presentes, recebimento de dinheiro por acção, promessa de cargo futuro (as famosas portas giratórias ou “revolving doors”) e o financiamento ilegal de campanhas eleitorais. Tudo isto pode alterar as prioridades do político ou funcionário que se pretende influenciar, degradando o seu serviço e dedicação ao Bem Comum. Seja em Lisboa ou em Bruxelas, seja um casino ou uma empresa de telecomunicações, seja promovido pelo Qatar ou pela China, o lobbying deve ser enquadrado pela lei e também por boas prácticas éticas e morais.

O lobbying melhora a qualidade da nossa democracia: presta um serviço útil, confere mais eficácia à voz dos interessados e dá informação relevante ao decisor político. Assim, o lobbying deve ser regulado para poder contribuir de forma virtuosa para o funcionamento da democracia. Portanto, o problema não é o lobbying: o problema é a corrupção. E à corrupção responde-se com leis claras, penas dissuasoras, uma justiça que funcione e, sobretudo, com mais ética pessoal e profissional de todos os intervenientes no processo legislativo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Reflexões dum ex-lobista

(originalmente publicado no Jacaré)

Noutra vida fui lobista e foi-me pedido pela minha querida Universidad de Navarra que explicasse o que era o lobbying a um grupo de alunas da Faculdade de Comunicação que então visitava Bruxelas. Recentemente encontrei o papel desse encontro e achei interessante pôr aqui algumas ideias básicas que lhes tentei transmitir.


Em 2015, havia em Bruxelas cerca de 31 mil funcionários da Comissão Europeia e estimava-se que houvesse mais de 30 mil lobistas, quase um lobista para cada funcionário. Hoje em dia, acredito que o número de lobistas tenha ultrapassado o de funcionários, e atenção que a Comissão Europeia é apenas uma das várias instituições da União Europeia.


Definindo o lobby
Então, e o que vem a ser isto do lobbying? Trata-se muito simplesmente de tentar influenciar políticas, mais concretamente as leis, e o lobista fá-lo no sentido que convém ao interesse ou cliente que representa. O lobista age em nome próprio ou em representação de uma causa ou de um cliente, organiza e fornece informação relevante para o policy maker, promove debates, faz perguntas, ajuda a formular leis e emendas às propostas de lei, convence os políticos a votar de certa maneira, promove acordos e também desacordos. Academicamente, distinguem-se três tipos de lobbying:
lobby top-down (de cima para baixo, exercendo o poder de superior hierárquico como a UE faz em relação aos Estados-membros, ou como um ministro em relação a um secretário de Estado da sua tutela)
lobby directo (de igual para igual, como por exemplo entre ministros ou entre deputados)
lobby de grassroots (de baixo para cima, seja através da organização de manifestações na rua, de artigos de jornal, publicações em redes sociais, petições, etc.)

Um exemplo de lobbying: o que têm em comum as restrições ao tabaco, os cintos de segurança nos automóveis e a proibição do consumo de álcool ao conduzir? Tudo se deve a um eficaz trabalho de lobby das companhias de seguros.

Quem? Como? Onde?
E quem faz lobbying então? Bem, toda a gente: as empresas, os bancos, as farmácias e laboratórios farmacêuticos, os agricultores, as associações (comerciais, laborais, sindicatos, etc.), as igrejas ou religiões, os países e Estados (governos, diplomatas, etc.), as regiões e cidades, as próprias instituições europeias entre si, os partidos, os cidadãos... e fazem-no através de ONG’s (organizações não governamentais), OAANG’s (organizações apenas aparentemente não governamentais), partidos, think tanks, universidades (com estudos, papers, doutoramentos horroris, perdão, honoris causa...), museus e fundações, atribuição de prémios, escritórios de advogados, consultores de relações públicas, jornais e jornalistas, entre muitas outras figuras. Os lugares onde o lobbying se faz também são diversos: ONU, NATO, Comissão Europeia, Parlamento Europeu, outras organizações internacionais, governos e parlamentos nacionais, cafés, restaurantes, hotéis, discotecas, comboio, avião, metro, e-mail, telefone, gabinetes e escritórios, casa, ginásio, piscina, practicando um desporto em equipa, num clube cultural ou recreativo...

Eficácia do lobby
Se não for bem feito, o lobby pode ser um desperdício de dinheiro ou até contraproducente. Dou dois exemplos de lobbying ineficaz:
- uma vez fui a uma conferência sobre a crise europeia, que fazia um diagnóstico tremendo sobre o estado das economias europeias, suas empresas e famílias. A conferência teria sido um sucesso a nível de conteúdo caso não tivesse sido rematada por um cocktail onde foram servidos champagne, água Evian e tostinhas com foie gras. Neste caso, a forma prejudicou a mensagem.
- em Junho de 2013 assisti a um evento caríssimo, muito bem servido, num dos espaços mais amplos do Parlamento Europeu. O objectivo era a promoção da cidade de Sevilha, não só a nível de turismo como de negócios. O problema foi que todos os discursos foram em castelhano, sem tradução, e o power point e material impresso também só estavam na língua local de Sevilha... tudo para espanhol ver! De que serve a uma cidade ir promover-se ao estrangeiro numa língua que o público não entende? Foram os lobistas andaluzes que não entenderam para quem falavam, e com isso gastaram inutilmente uma fortuna ao seu cliente, que neste caso era o contribuinte.

Assim, para se fazer um lobby eficaz, é fundamental sabermos quem é o nosso cliente, quem é o nosso público-alvo, quais são os nossos objectivos, de que meios dispomos, conhecer o processo legislativo com o seu calendário e prazos, e qual é o nosso orçamento. Desta forma, podemos desenhar e aplicar uma boa estratégia para atacar o problema a que queremos dar resposta. Tendo em conta experiências passadas, estamos sempre a avaliar e aprender a enquadrar melhor as questões e contar melhor a história da nossa perspectiva sobre o assunto em análise. Acima de tudo, temos de ter em conta que do outro lado está uma pessoa como nós, com a sua história, cultura, formação e vicissitudes muito próprias. Por exemplo, com um engenheiro poderei enquadrar a questão de uma forma acção-reacção ou explicar a dinâmica do problema identificando um pólo positivo e um pólo negativo. A um médico, falarei do problema como uma doença a atacar, ajudando-o a descobrir o melhor remédio e prevenindo-o da possibilidade de eventuais contágios para outras áreas. A um pai de família sei que poderei falar do futuro com mais segurança de que será sensível às questões de longo prazo. E por aí fora.

Por outro lado, para o lobby eficaz devemos ter em conta a natureza das instituições e dos seus funcionários. No caso de Bruxelas, o processo legislativo muitas vezes começa na Comissão onde a proposta é elaborada, depois é enviada ao Parlamento que a pode aprovar, emendar ou vetar, depois segue para o Conselho... e o lobista pode estar num momento a contribuir de forma construtiva para determinada lei junto da Comissão, e passado umas semanas estar numa atitude destrutiva a fazer o seu lobby junto dos eurodeputados para emendar ou vetar alíneas que não lhe interessam e que não conseguiu influenciar na Comissão. A estratégia geral de lobbying deve contemplar que as tácticas se adaptem a cada público-alvo e a cada momento legislativo.

Vale tudo?
Mas será que vale tudo? Aqui começa a reflexão ética da profissão de lobista e da práctica do lobbying. A verdade é que... o lobista não é pago para dizer a verdade. Também não deve mentir, mas por vezes espera-se do lobista que engane ou induza ao erro. Pagam-lhe para dizer o que é conveniente. A diferença entre uma mentira e aquilo a que os americanos chamam de - e peço desculpa pela feia expressão - bullshit, é que a simples mentira é uma negação da verdade, enquanto que bullshit trata-se de dizer o que quer que seja (verdade, mentira ou engano, não importa) para alcançar um determinado objectivo. Como a verdade perde centralidade nesta indústria do bullshit que é o lobbying, fica prejudicada a capacidade de um lobista gerar confiança. Mas a confiança, que só se ganha no médio e longo prazo, é a chave do seu trabalho. Sem confiança, não é credível aquilo que o lobista oferece aos seus clientes e aos políticos que tenta influenciar. A grande tentação do lobista é dizer que sim a tudo, e tudo o que diz o seu cliente ou chefe passa a ser a sua missão, ordens para cumprir. Mas se o lobista engana o político porque o seu cliente assim pede, algum dia o seu cliente questionar-se-á se o lobista não o está a enganar a si também, e o lobista poderá também questionar-se se o seu cliente não o engana igualmente. Por vezes, o lobista só ganha o respeito das pessoas (clientes, network de contactos, políticos, ou de si mesmo) se tem a coragem de dizer “não”, “isto não faço”, “não ultrapasso esta linha”.

Para além da falta de confiança que advém de omitir, enganar ou induzir em erro (já para não falar da mentira), há outro fenómeno que mina as relações humanas e as sociedades: a corrupção. Quando se fala de lobbying, a corrupção está sempre presente na cabeça mesmo que dela não se fale. E não é por acaso, posso confirmar (sem nunca a ter practicado) que a corrupção no lobbying é bastante comum. Entendamos por corrupção tudo o que degrada a natureza de uma função, de uma acção, de um cargo ou mandato. Por exemplo, o mandato dum eurodeputado é para representar o interesse dos cidadãos que o elegeram. Se esta não for a grande prioridade do eurodeputado, pode-se dizer que ele está corrompido. Os principais tipos de corrupção em lobbying podem ser: favores legislativos, tráfico de influências, empregos para familiares, espionagem, sedução, cedência de assistentes que trabalhem para terceiros, viagens, presentes, recebimento de dinheiro por acção, promessa de cargo futuro (as “portas giratórias” ou revolving doors) e o financiamento ilegal de campanhas eleitorais. Tudo isto pode alterar as prioridades do político ou funcionário que se pretende influenciar, degradando o seu serviço e dedicação ao Bem Comum.

Conclusão
Estou ciente que apresentei aqui uma visão um pouco negra desta profissão que já foi a minha, e de algumas falhas que há no sistema. Há quem diga que é preciso proibir o lobbying, há quem diga que é preciso maior regulação, mas eu acho que o problema é essencialmente cultural. Se formos a ver, todos somos um pouco lobistas, a começar pelos familiares dos políticos. Um deputado vota muitas propostas legislativas todos os meses, tantas que não é humanamente possível ele ser especialista em todos esses assuntos e votar em consciência. É normal e desejável que alguém lhe apresente factos bem organizados e explicados, com uma perspectiva sobre o assunto. Se possível, o político deve procurar também uma perspectiva contrastante para aprender mais matizes da questão e fazer a sua síntese. Bem entendido, o lobbying é um serviço que melhora a qualidade das democracias. Se eu participo numa manifestação ou se escrevo aos deputados, não só estou a exercer um direito como estou a participar de forma positiva no processo legislativo... estou a pedir ao deputado ou ao governo que me representam para agir de certa forma, e nesse caso estou a ser lobista de mim próprio. O problema não é o lobbying, o problema é a corrupção. E à corrupção responde-se com leis claras, penas dissuasoras, uma justiça que funcione e, acima de tudo, com mais ética pessoal e profissional de todos os intervenientes no processo legislativo.

Havia bastante mais para dizer, pois guardo muitas histórias engraçadas sobre aqueles anos. Mas para terminar num tom mais positivo, posso assegurar que há poucas coisas que dêem mais satisfação do que contribuir de forma saudável para que políticos tomem decisões informadas com impacto real e bom na vida das pessoas. No meu caso, houve alguns momentos em que tal aconteceu.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

manifestação pela Vida no Sábado dia 11, às 15h

A não perder esta manifestação! É essencial dar a voz a quem ainda não a tem, e reclamar os Direitos Humanos para todos, sem excepção. A actual lei do aborto já matou mais de 80 mil crianças em Portugal (ver estudo apresentado hoje pela FPPV), e este é o apelo que o Lobby Pela Vida faz:

Manifestação para assinalar 5 anos da lei que já matou 80 mil

No ano em que se assinalam 5 anos do referendo que abriu caminho para a actual lei do aborto, serão várias as acções que irão decorrer para avivar a memória da população portuguesa em relação a este flagelo silencioso. Assim, o Lobby Pela Vida vem promover uma manifestação pública no dia 11 de Fevereiro às 15h em frente à “Clínica” dos Arcos, para afirmar que a Vida prevalece sempre.

Esta manifestação vai relembrar que a actual lei do aborto (e sua aplicação maximalista) mudou muita coisa na sociedade portuguesa:
  • Mais descrença na Vida Humana. Cerca de 20 mil abortos em Portugal cada ano mostram que o aborto aumentou exponencialmente desde 2007, sendo que 97% dos abortos são actualmente feitos “por opção da mulher” e apenas 3% correspondem às excepções contempladas na anterior lei.
  • Passou-se a fazer negócio com a morte daqueles que, através desta lei, ficaram completamente desprotegidos. Dinheiro dos nossos impostos é pago todos os dias a clínicas privadas por cada aborto que fazem. Uma sondagem feita em Julho passado pelo Lobby Pela Vida a 617 pessoas mostra que 68% dos inquiridos (7 em cada 10 portugueses) são contra o actual financiamento público do Estado ao aborto.
  • Mais de 80 mil crianças foram mortas desde 2007 por causa desta lei que liberaliza o aborto, e da sua aplicação que o incentiva e promove. 80 mil pessoas significa um Estádio da Luz cheio. São 80 mil crianças que fazem falta a Portugal e que nos dariam outra esperança nestes tempos de crise.
  • O aborto passou a ser utilizado como um método contraceptivo. Por exemplo, 25% das mulheres (1 em cada 4) que abortaram em 2010, já tinham abortado antes.
  • Estima-se que a “Clínica” dos Arcos realizou mais de 18 mil abortos por encomenda do Estado. Desafiamos o Ministério da Saúde e as clínicas privadas que fazem abortos em Portugal a apresentar as contas e tornar estes pagamentos públicos. Os contribuintes têm o direito de saber como o seu dinheiro é gasto.


No entanto, enquanto há vida há esperança! Pretendemos deste modo dar a conhecer a realidade, expondo o que foi feito desde há cinco anos até à actualidade. Esperamos assim contribuir para que a vida humana seja protegida desde o seu princípio, emprestando a nossa voz àqueles que ainda não a têm.

O Lobby Pela Vida é um movimento pró-vida português, que promove o respeito pela vida humana desde a concepção até à morte natural. Fundado em Maio de 2011 em Lisboa, tem apoiado várias acções de promoção da Vida humana junto de jovens universitários, pré-universitários e trabalhadores. Em cooperação com outras associações pró-vida portuguesas e internacionais, o nosso objectivo é defender sempre a Cultura da Vida.

Vamos manter acesa a defesa da Vida em Portugal!

Lisboa, 8 de Fevereiro de 2012
Lobby Pela Vida


Contacto - lobbypelavida@gmail.com

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

duas perspectivas sobre o networking

Se já está no mundo do trabalho, provavelmente já ouviu falar de networking. Senão, vai ouvir muito em breve. É uma palavra que veio para ficar e representa a rede de contactos que uma pessoa vai tecendo ao longo da sua vida profissional e pessoal.

A primeira vez que me deparei a sério com a ideia de networking foi quando estudei comunicação política na Universidade de Navarra. O meu professor era um importante lobista profissional em Madrid e, naquele exagero muito próprio dos espanhóis de Madrid, quis passar a mensagem que a partir daí todos os contactos que fizéssemos na vida deveriam ser entendidos numa lógica de networking. Os jantares, cocktails, conferências e outros eventos seriam como ocasiões privilegiadas para provocar novos contactos profissionais e aprofundar os antigos. Este professor levava o networking tão a sério que tirava 20 minutos por dia para fazer chamadas para uma lista de pessoas por nenhuma razão em especial além de apenas “manter contacto com elas”. Para termos uma ideia da amplitude da sua rede de contactos (ou network), este professor começava a escrever cartões personalizados de boas festas logo a seguir ao Verão, em Setembro. As curiosidades deste personagem seguem e são inúmeras, mas este postal não é sobre ele.

Afinal, o que é realmente isto do networking? O networking é a rede de pessoas da nossa relação profissional e pessoal. É aquela esfera de amigos e conhecidos que já existia antes do facebook e linkedIn, mas que agora está mais organizadinha e catalogada nessas chamadas redes sociais. Há até quem diga que a primeira rede social de todas foi a oração, muito embora neste caso a ligação transcenda a dimensão interpessoal da amizade. O networking é por definição uma rede social com possibilidades de potenciar presentes e futuras relações comerciais ou profissionais.

Mas aqui é que a porca torce o rabo, e à medida que fui experimentando diferentes ambientes profissionais fui descobrindo vários estilos de relacionamentos e de atitude perante o networking. Aproveitando uma controvérsia da moda, proponho distinguir as atitudes perante o networking em duas categorias completamente diferentes: a cristã e a maçónica.

A atitude maçónica ou maquiavélica tem sempre em vista o interesse. A amizade até pode trazer algum prazer intrínseco, mas este é secundário: o que lhes interessa é mesmo alcançar mais Poder. Os fins desejados, por muito bons que sejam, estão sempre presentes na mente e nas acções deste género de pessoas, e os meios para alcançar os fins só importam na medida em que não empatem a sua persecução. Esta é uma moralidade que faz lembrar as novas coca-colas: ou moralidade light, ou zero. Os interesseiros pertencem a esta escola. Nada é de graça, tudo pressupõe contrapartidas no presente ou no futuro. O Bem não se faz pelo seu valor em si, mas pela recompensa que ele pode trazer.

Há uma variante desta corrente que também é forte, e é a atitude erótica. Ponho-as na mesma categoria porque exploram as mesmas emoções e paixões, nomeadamente a luxúria e a ganância de poder e influência, seja através do sexo ou pelo dinheiro. O flirt ou catrapisco como ferramenta de networking é muito usada e serve de plataforma privilegiada a jornalistas, políticos e negociantes para conseguirem aquilo que querem. Quanto maior a intimidade lograda, maior a confusão e o compromisso. Claro que depois estes acabam sendo quase sempre os segredos mais mal guardados, por um lado, ou o veículo para vinganças de quem fica de fora e quer destruir a reputação de quem aparentemente vence.

No entanto, há alternativas a estes tipos de networking. É possível uma atitude cristã ou relacional. Aqui o que conta é a Verdade em cada momento e não apenas o resultado final. O Bem faz-se pelo Bem, pelo seu valor intrínseco presente em cada etapa e desafios da Vida. Só o networking cristão é que pode durar no tempo e criar relações de confiança. A traição é condenada e rara, mas mesmo quando acontece o seu perdão pode idealmente falar mais alto. Os valores e a busca de Deus põem em perspectiva todos os acontecimentos na vida das pessoas sensíveis a esta atitude cristã, seja perante a vida, o mundo, as pessoas ou o networking.

Há uma quantidade de razões pelas quais é incompatível e irreconciliável ser-se cristão e maçom ao mesmo tempo. A Igreja Católica aponta há muitos anos quais as razões, desde o Papa Leão XIII (1810-1903) ao actual Papa Bento XVI (1927-). Há dois artigos recentes que explicam bem esta incompatibilidade:

- Bernardo Motta - “Maçon e católico?” (ver documentação)

- Pe. Nuno Serras Pereira - “Branqueamentos Maçónicos


Não se pode servir a dois senhores. Seria uma pena, até do ponto de vista da boa saúde das relações sociais, se o networking maçónico prevalecesse sobre a atitude cristã perante as pessoas, o trabalho e a vida. Cabe a nós trazer a verdade para o centro das nossas acções e encarar o poder como a oportunidade de agirmos em favor do Bem Comum, e fazê-lo de uma forma responsável, verdadeira e humilde. Sem calculismos, sem pôr preços nas pessoas (outras profissões o fazem e não dignificam), e acima de tudo com Amizade. As pessoas da minha network não são necessariamente minhas amigas, mas todas merecem ser tratadas com a dignidade intrínseca que têm e com a mais verdadeira amizade, independentemente daquilo que profissionalmente alcançarmos juntos.


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sexta-feira, 17 de junho de 2011

as principais causas de morte em Portugal



Três das dez maiores causas de mortalidade em Portugal não foram doenças. O aborto (3ª maior causa) matou 19.848 vidas humanas no ano de 2009 no nosso país, sendo que em 96,85% dos casos o aborto aconteceu por opção da mãe sem qualquer justificação. A nona e a décima maiores causas de mortalidade foram o suicídio e os acidentes de viação, respectivamente. A principal causa de morte em Portugal continua a ser as doenças do aparelho circulatório.

Já nos bastavam as doenças mas, como vemos, a crise não só é económica. A crise mais grave está sendo a de valores. E é triste ver que o aborto, o suicídio e os acidentes de viação estão no top 10 das maiores causas de morte em Portugal. Temos de dar resposta a esta situação. Ser pela vida é também contribuir para que haja menos morte.

Os dados são de 2009 e podem ser encontrados no portal do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva (Ministério da Saúde) e na valiosa Pordata.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

a melhor sondagem é a que não se publica



As sondagens de opinião são caras e são sempre pagas por alguém. Um jornal pode dizer que pagou e publicou uma sondagem objectiva, mas é importante descortinar aqui alguns aspectos da maior importância, quer do lado da procura, quer do lado da oferta.

Para começar, a própria independência dos media coloca-se hoje em questão, mais que noutros tempos. Cada jornalista vê a sua verdade condicionada quer pelo poder político, quer pelo poder económico (os media são empresas normais, com os seus interesses e preocupações próprios). É por isso importante saber quem pagou a sondagem que se publica.

Em segundo lugar, temos as empresas que fazem as sondagens, e cuja ética é posta à prova conforme o cliente e a encomenda. Quando um cliente quer conhecer melhor um problema, uma situação real, ou determinada percepção pública acerca de um assunto, encomenda uma sondagem a uma destas empresas. Estes resultados são delicados e muito raramente são tornados públicos, é uma informação demasiado valiosa para ser posta à disposição da concorrência (empresarial ou política). Estas são as sondagens mais rigorosas e acertadas, e são normalmente apenas para consumo interno da empresa. O problema é quando um cliente quer encomendar uma sondagem para ser divulgada publicamente. Aqui, o cliente quer mostrar os melhores resultados possíveis da sua posição, e a empresa de sondagens sabe disso. O cliente paga, por isso tem sempre razão. E um cliente satisfeito volta sempre onde foi bem tratado.

Como se manipula uma sondagem, então? Há várias maneiras. A maneira como uma pergunta é feita, por exemplo, pode afectar a resposta. Mas essa é uma forma demasiado óbvia, pois a pergunta tem de constar na publicação (um jornal, por exemplo) sem alterações. Então, o que normalmente se faz é um conjunto de perguntas prévias que “educam” o entrevistado para a resposta final. As perguntas prévias não costumam ser publicadas, apenas a última. Como influem, então, estas perguntas prévias na resposta final?

Imaginemos o caso de o cliente ser uma empresa com interesse na construção de uma central nuclear em Portugal. A pergunta final será publicada e é objectiva: “concorda ou não com a construção de centrais de energia nuclear em Portugal?”. Neste caso, as perguntas prévias vão ser feitas sobre energias limpas, baratas e amigas do ambiente.

Mas imaginemos agora que o cliente é uma empresa concorrente na área da energia, mas focada na transformação do petróleo e do carvão em energia. A pergunta que sairá nos jornais é a mesma, “concorda ou não com a construção de centrais de energia nuclear em Portugal?”, mas as percentagens alteram-se. Como a esta empresa não lhe interessa que a energia nuclear tenha apoio popular, faz uma série de perguntas prévias (não publicadas) sobre o perigo de haver desastres como os de Chernobyl e Fukushima, e fazendo alusões às bombas atómicas da II Guerra Mundial. Embora a pergunta final publicada seja a mesma, os resultados da sua resposta são muito diferentes.

A verdade da sondagem é condicional. Torna-se possível enganar sem mentir.

É por isto que as melhores sondagens são as que não são tornadas públicas, pois essas estão sujeitas a demasiados interesses e pressões para que possam ser levadas a sério.

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A propósito, as últimas sondagens sobre as eleições legislativas 2011:
- Aximage / Correio da Manhã
- Intercampus / Público / TVI
- Eurosondagem / SIC / Rádio Renascença
- Universidade Católica / Jornal de Notícias

Vale sempre a pena ler as fichas técnicas, para ver o que se mostra e o que ficou escondido.


segunda-feira, 21 de março de 2011

flexibilidade moral é terreno fértil para os sofistas


Há uns tempos falava-se das bondades da "flexisegurança", da necessidade de flexibilizar a contratação e o despedimento, da flexibilização do trabalho e dos horários. São temas que hão-de voltar mais cedo que tarde. Mas hoje trago à Conspiração uma flexibilidade realmente perigosa: a flexibilidade moral. De facto, há trabalhos onde se pede ao contratado uma grande flexibilidade moral para defender valores que não são os seus e vestir uma camisola que não é a sua. Às vezes, até se defendem os valores que não são de ninguém. Há casos reais e diferentes tipos de escravatura no século XXI. Mas a mais perigosa de todas é a escravidão da consciência.

O que torna a consultoria em comunicação um trabalho eticamente difícil é que o compromisso que temos para com a verdade passa para segundo plano. Nesta área da comunicação política e empresarial, muito raramente se tem em conta a verdade entre os objectivos propostos e que quando cumpridos valem como "sucesso". A reputação de uma marca constrói-se num horizonte de longo prazo, mas em Portugal ainda não se pode dizer que haja essa sensibilidade nas empresas, nem na política, e muito menos em tempos de crise. Só conta o aparecer no jornal amanhã, os fãs que se tem no facebook, os seguidores que se tem no twitter. Tudo efémero e pouco relevante se sem estratégia. O sucesso de curto prazo anda a maior parte das vezes desligado da verdade, e pelo crivo do tempo são filtradas quase todas as mentiras, cortinas de fumo, omissões e enganos. Mas, ainda assim, as nossas empresas vivem obcecadas com os números de hoje, com os ROI de amanhã de manhãzinha, com o impacto imediato.

Trago por isso à mesa da Conspiração o Thank you for smoking, que é um filme sobre o lado lunar dos lobbies. Este filme ilustra muito bem como a verdade é constantemente atacada pelo relativismo nestes meios, tornada maleável, e flexibilizada para vender.



Será acertado dizer que falta visão e paciência às nossas empresas, que falta coragem e ousadia aos nossos políticos, que falta activismo na nossa sociedade civil. Mas acima de tudo, o que falta é mais verdade nas nossas vidas. A comunicação não devia ser inimiga da verdade, antes devia ser sua aliada e seu veículo. Mas é preciso ter atenção, porque talvez nunca tenha havido tantos sofistas profissionais como há hoje.


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domingo, 13 de dezembro de 2009

el lobby del queso en Portugal


EL LOBBY DEL QUESO EN PORTUGAL

Contexto:

Estamos en septiembre del año 2000. El Gobierno socialista (PS) había sido elegido el pasado año de 1999 con un curioso equilibrio de fuerzas en la Assembleia da República (Parlamento): 115 de los 230 diputados son del partido socialista, los otros 115 son de los variados partidos de la oposición. El Gobierno necesita tener 1 apoyo más (un diputado) para aprobar sus leyes tranquilamente, de las cuales la más importante es el Presupuesto General del Estado (cuya votación es en el noviembre de 2000).

En el norte de Portugal hay una ciudad, Ponte de Lima, donde hay una industria de queso de alta calidad, pero que en el año 2000 iba a cerrar un conjunto de fábricas y deslocalizarlas hacía las afueras de Lisboa, la capital. Las empresas de queso no quieren moverse de Ponte de Lima, pero se ven forzados a hacerlo por motivos económicos. Su gran preocupación es la reputación de sus marcas al tener que despedir centenas de personas, posiblemente generando impactos negativos a distintos niveles: regionales, comerciales y legales.

El Presidente da Câmara (Alcalde) de Ponte de Lima es también diputado en la Asamblea, electo por ese círculo electoral con apoyo del Partido Popular, que está en los antípodas políticos del Partido Socialista. Se ve presionado por 3 lados: Los trabajadores de Ponte de Lima que no quieren quedarse en el paro; las empresas de queso que no quieren cerrar sus fábricas; y su Partido, que impone disciplina de voto en las votaciones del Presupuesto General del Estado.

El Alcalde de Ponte de Lima, Daniel Campelo, decide por fin liderar el lobby del queso y negociar con el Gobierno su voto, arriesgando su carrera dentro del Partido Popular pero ganando aún más la simpatía de sus electores.


Objetivos de la campaña de lobby:

  1. Que el Gobierno dé garantías y condiciones para que las fábricas de queso se queden en Ponte de Lima.
  2. Que el Gobierno construya mejores infraestructuras que beneficien el acceso a las fábricas (dos carreteras en particular).
  3. Que el Gobierno de incentivos fiscales a la industria del queso y facilite subvenciones para la innovación tecnológica de las fábricas.


Timing:

El timing es corto. En apenas 2 meses y medio (septiembre, octubre y 10 días de noviembre), Daniel Campelo tiene de conseguir 3 cosas:

  1. Llamar la atención de los ciudadanos (a través de los Medios de Comunicación) y del Gobierno para la situación de la industria quesera de Ponte de Lima.
  2. Llegar a negociación con el Gobierno para obtener los beneficios que quiere para su región.
  3. Que el Gobierno no consiga llegar a acuerdo con los partidos de la oposición. Este apartado es fácil, pues el Gobierno tiene una mayoría frágil y todos están interesados en que haya elecciones anticipadas.

Equipo:

Daniel Campelo estará solo en el Parlamento. No tendrá amigos. Desde el Partido Socialista, le miran con desconfianza. Desde su Partido Popular, le miran como si fuera un traidor. Los otros partidos le llaman vendido. Está solo y su único respaldo es el apoyo popular y de las empresas queseras. Como decía el actor John Wayne: Están todos contra mí, menos el pueblo.


Públicos:

- El Primeiro-Ministro y lider del Partido Socialista, António Guterres, para que dé garantías de que los intereses de la industria quesera serán satisfechos.

- El Ministro das Finanças, António de Sousa Franco, el que elabora el Presupuesto General del Estado Portugués.

- Los medios de comunicación, para que le apoyen y den voz al pueblo que le apoya.

- El lider del Partido Popular, Paulo Portas, para que no le sancione demasiado.


Estrategia:

La estrategia es hacer lobby directo (junto al Gobierno) y lobby de grassroots, para que su causa sea lo más popular posible.


Acciones:

- Daniel Campelo empezó por llamar la atención de los medios de comunicación social, anunciando una huelga de hambre en el Parlamento en cuanto el Gobierno no declarase su interés por los fabricantes de queso de Ponte de Lima.

- Durante las negociaciones, Daniel Campelo fue criticando suavemente el Presupuesto en público, para que el Gobierno no pensase que su voto estaba ya ganado.

- Por fin, Daniel Campelo y el Gobierno llegaron a acuerdo: por un lado, Daniel Campelo se abstenía de votar el Presupuesto y el Gobierno ganaba la votación en el Parlamento (115 contra 114 y una abstención); por el otro lado, los intereses del lobby del queso serían públicamente declarados por el Gobierno como siendo de interés nacional, y posteriormente satisfechos.


Presupuesto:

Esta campaña no tuvo precio monetario. El precio fue el voto de Daniel Campelo (o mejor dicho, su abstención).


Resultado:

- Los principales objetivos de las empresas queseras fueran logrados: una gran y moderna fábrica de queso, 6 carreteras nuevas de acceso, 2 medidas extraordinarias de incentivo fiscal para las empresas de la región.

- El Presupuesto General del Estado fue aprobado, y se quedó conocido como el Orçamento Limiano, en alusión a la principal empresa implicada en el lobby: “Queijos Limiano”.

- Daniel Campelo, nuestro lobista, fue expulso del Partido Popular, aunque 4 años después fue readmitido en el seno de su partido. Dejó su cargo de diputado, pero sigue siendo el Alcalde de Ponte de Lima, con votaciones siempre por en cima de los 60%. Hoy es una figura política conocida a nivel nacional y no esconde su deseo de ser un día Alcalde de Viana do Castelo, una ciudad mayor y más importante que Ponte de Lima.


Enlaces de interés:

- http://www.limiano.pt

- http://www.freipedro.pt/tb/150301/opin7.htm

- http://www.inepcia.hpg.ig.com.br/semanais5.html


Bibliografía:

- MALTEZ, José Adelino (2005), Tradição e Revolução – vol. II, Tribuna da História, Lisboa.

- SARAIVA, José António (2002), Dicionário Político à Portuguesa, Expresso, Lisboa.

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