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a brasileira da campanha do PSD

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Alessandra Augusta é esta mulher que vemos na fotografia. É brasileira e foi contratada pelo PSD para fazer esta última campanha eleitoral. Antes disso, tinha feito algumas eleições locais no Brasil. Alessandra foi atacada por todos os lados, mas continuou discretamente o seu trabalho. Alguns dos ataques até vieram de dentro, de consultores nitidamente aborrecidos por não estarem no seu lugar. Coisa feia, e o algodão não engana. Hoje, a responsável pelo marketing da campanha do PSD vem dar uma entrevista ao jornal Sol , de onde tiro apenas esta sua resposta: Tentou modelar Passos Coelho? Não. O que se fez foi potenciar o que ele tinha de bom. O mais interessante desta campanha é que o ‘não-marketing’ foi o grande marketing. Não trabalhámos Passos Coelho e deixámo-lo o mais natural possível. Porque é um candidato consistente, ainda que pouco conhecido. Mas, ao mesmo tempo, tínhamos outros dois candidatos, Sócrates e Portas, que eram excessivamente marketing. Eram sound-bytes demais. Ess...

grandes fotografias políticas (II)

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As 2 fotografias de hoje tratam de mostrar 2 tentativas de divinizar o líder político. Como se costuma dizer, são imagens que valem mais que mil palavras. Na primeira fotografia temos um Barack Obama com auréola, em p erfeito estado de santidade. O selo presidencial que está por trás, desfocado, contrasta com um presidente pensativo, de ar grave e sério. No seu cansaço, "Santo Obama" quase parece um mártir, enquanto assume uma vez mais o papel de conciliador e árbitro na cena internacional, reflectindo sobre a actual situação do Egipto. A fotografia é de dia 1 de Fevereiro e ilustra esta notícia da Agência Reuters. Nesta segunda fotografia, temos o presidente russo Dimitry Medvedev emoldurado pela hierarquia da Igreja Ortodoxa Russa. Medvedev ap arece no centro da Igreja Ortodoxa, porque assim tenta ser a sua política (recorde-se que 74 anos de comunismo não conseguiram destruir o cristianismo na Rússia, que o Estado agora volta a acarinhar). E Medvedev aparece na fotograf...

grandes fotografias políticas (I)

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- David Cameron, Primeiro-Ministro britânico, a começar o dia com uma tosta enquanto lê as notícias matinais no seu iPad. Simplicidade no compromisso. Começar o dia alimentando o corpo e a mente. O domínio tecnológico e o glamour do poder, para inglês ver. A grande força desta fotografia (além da evidente qualidade no aproveitamento da luz), é que mostra um político apaixonado pelo seu trabalho. - É difícil eu gostar de uma fotografia de um político a jogar golfe, por exemplo, como as equipas de comunicação de Obama ou Bush insistiam em tirar. Porquê? Porque essas imagens podem ser usadas pelos adversários contra eles: "está fora da realidade"; "anda praticando desportos de gente rica, esquecendo-se da gente pobre"; "nem sequer sabe pegar no taco, tal como não soube pegar no País", etc., e por aí fora. Claro que o cenário seria pior ainda se o golfista fosse Sócrates ou Zapatero, pois nos Estados Unidos o golfe é um desporto nacional e na Europa contine...

as mãos de Merkel

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Ter as mãos à vista é um sinal de transparência. Para além disso, dizem os especialistas que quem mostra ocasionalmente as suas palmas, transmite mais confiança. Isto para a cultura ocidental, porque por exemplo no mundo árabe, mostrar as palmas das mãos pode ter outro significado, chegando até a ser considerado uma ofensa. É portanto uma questão cultural, e que depende também da audiência que temos em frente e da circunstância. Quem põe as mãos nos bolsos ou atrás das costas, transmite sem querer que está a esconder algo, e por isso deve tê-las sempre à mostra para comunicar melhor. Os políticos não duvidam que a sua postura representa muito na nossa memória quando nos lembramos deles, e por isso treinam estes gestos vezes sem conta, até que pareça natural. Angela Merkel, por exemplo, gosta de aparecer com as mãos nesta posição. Neste caso, o que está Angie a querer comunicar? -