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Travelling with tea – part 2

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 (também publicado no Substack ) You may read part 1 here .       China: About ten years ago, I started providing trade consultancy to some Chinese companies. For a couple of years, I had to travel frequently to China – and that’s when I got to know the southern part of the country. From the high Himalayan mountains of Yunnan 云南 to the softer Pacific hills of Zhejiang 浙江 , I have been to the main tea plantation areas of China. What a shock, so many novelties! The teas I tasted there were completely new to me – nothing like the kind we might find in the tea shops of Lisbon. How is it possible to extract so many different flavours and aromas from the same Camellia sinensis leaves without adding new elements to them? And why were those teas not available in my country before? Myself in a tea plantation nearby Eshan, in Yunnan.     Before I proceed, I must say I am not a China scholar. One does not become an expert on a place after spending on...

Retiro

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(Originalmente publicado no " Jacaré parado vira mala " no dia 9 de Junho de 2018) O dia-a-dia das grandes cidades absorve muito de nós. Quanto mais energia as cidades nos dão, mais no-la tiram. Luzes, chamadas, escolhas, impactos publicitários, tudo mediado por tecnologias, em doses cavalares e  non-stop . Stop! Vista do Monte Qingyuan 清源山 sobre Quanzhou 泉州, Fujian  福建 , China Quanzhou e Lisboa têm em comum uma riqueza rara que souberam manter: a montanha coberta de floresta e sobranceira à cidade. O monte Quingyuan ou a floresta de Monsanto convida-nos à valentia dum bom passeio a pé. As suas árvores purificam-nos os pulmões e abrigam-nos do sol e das chuvas. Ali podemos mergulhar no verde ou, olhando para trás, ver a cidade em perspectiva. Neste retiro, encontramos a distância silente que nos permite relativizar os problemas e deixa evidenciar o que é, nesta vida, essencial. Caminhemos então, e deixemos por um par de horas o carro, o telemóvel...

As minhas viagens pelo chá

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(Originalmente publicado no " Chás Andorinha Blog " no dia 6 de Dezembro de 2017) (com republicação editada na " Alameda Digital " no dia 22 de Dezembro de 2017) As primeiras foram da sala para a copa e da copa para a sala, era eu criança e ficava a ver a Mãe a escaldar o bule e a preparar as chávenas, o pão e os scones, as bolachas de água e sal, a manteiga, o doce de tomate e o mel. Um pouco mais crescido, já com alguns escudos no bolso, a viagem era já fora de casa mas ainda dentro de Lisboa, e acompanhando os Pais e os irmãos ia à Casa Pereira na Rua Garrett e comprava chá para no Natal dar às tias. Passou a ser o meu presente para as minhas tias cada ano, não sei se as tias deram conta no meio de tantos presentes e sobrinhos… Casa Pereira – R. Garrett 38, Chiado Portugal : sempre gostei de chá, chá a sério, e não tanto das infusões de outras plantas aromáticas. Em casa cresci a tomá-lo sem açúcar, muito raramente com um farrapinho de leit...

Chás para uma tarde de Domingo

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(Originalmente publicado no " Jacaré parado vira mala " no dia 5 de Novembro de 2017) Texto também publicado   aqui . Dirão os puristas que a melhor forma de tomar o chá é simples e sem qualquer adição. Eu concordo. O hábito de ao chá juntar leite ou açúcar vem, muitas vezes, da necessidade de disfarçar defeitos de umas folhas de menor qualidade ou – pior ainda – para mascarar o amargor após a má preparação de um bom chá! Por isso, reforço: sem dúvida que a única maneira de provar um chá é   prepará-lo bem   e tomá-lo puro. No entanto, não me choca ver bebidas que misturam outros ingredientes com chá. Por vezes apetece tomar uma bebida diferente, e juntar-lhe um pouco de chá não é crime. Pelo contrário, o chá tem o condão de melhorar quase qualquer bebida, seja pela sua consistência, aromas ou cores. Este Domingo preparei duas bebidas que me souberam muito bem em ocasiões diferentes. No fim de almoço, tomei um chá preto dos nossos, fe...

Impressões de uma viagem à província de Fujian 福建 - (VI)

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(Originalmente publicado no " Jacaré parado vira mala " no dia 25  de Setembro de 2017) Padrões de janelas em  Gulang Yu 鼓浪屿  e Quanzhou 泉州, na província de Fujian 福建, China 中国.

Impressões de uma viagem à província de Fujian 福建 - (V)

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(Originalmente publicados no " Jacaré parado vira mala " no dia 20  de Março de 2017) Padrões e texturas das paredes em Quanzhou 泉州, Fujian 福建, China 中国.

Impressões de uma viagem à província de Fujian 福建 (partes I, II, III e IV) - JPVM

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(Textos originalmente publicados no " Jacaré parado vira mala " nos dias 18  e  19  de Fevereiro, e 05  e 13  de Março de 2017) Sábado, dia 18 de Fevereiro de 2017 Lisboa O meu dia começa com um toque de despertador às 3 da manhã. Já tinha tomado um banho na noite anterior para ir um pouco mais fresco nesta longa viagem ao extremo Oriente. Arrasto-me do quentinho de casa para o vento cortante da avenida com uma grande mala e uma mochila nas costas, adapto-me aos elementos da Natureza inspirado pela tartaruga e sua carapaça, e espero por um táxi que me leve ao aeroporto. O avião da Xiamen Air 厦门航空 prestes a descolar de Amesterdão para Xiamen Esta minha ida à China tem três propósitos: conhecer a província de Fujian e provar os seus chás mais emblemáticos; trocar ideias e mundividências com os meus amigos de lá; e treinar o meu Chinês Mandarim. Em casa ficam a minha querida mulher e filhos, que desta vez não podem vir comigo. Foi um sacrifício...