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Travelling with Tea — part 1

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(também publicado no Substack ) My first travels began at home, going back and forth from the kitchen to the living room. As a child sitting next to my mother, I was amazed by how she poured steaming water and tea leaves into the teapot. Simultaneously, we would prepare a tray with warm scones, slices of bread, crackers, butter, honey, and tomato jam. It was cold outside, so we had our tea by the fireplace. Those were the days! I have always loved tea. Infusions of other aromatic plants never gave me as much joy as real tea. I learned at home to take my tea without sugar, and only rarely with a cloud of milk to mask any excessive bitterness. If I had a sore throat, a spoonful of honey and a sliver of lemon peel were also acceptable. However, in the 1990s, most tea in Lisbon was sold in teabags; if we ordered loose-leaf tea in specialty shops, there were few variations of black tea and lower-quality green tea. And it was difficult to find a nice Oolong. Lisbon: As a teenager living i...

É possível fazer lobbying de forma séria

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(também publicado no Observador )   Norman Rockwell - The Right to Know (1968) Quando falamos de corrupção ou de promiscuidade de interesses conflituantes, é frequente juntar-se um estrangeirismo à conversa: os lobbies. Não me parece justo. Digo que é injusto porque devemos considerar o lobbying como algo que, quando bem enquadrado, beneficia o processo democrático de decisão. Nesta sociedade muito acelerada e tão cheia de escolhas, é humanamente impossível que um deputado ou um ministro conheça ao pormenor o impacto das inúmeras decisões que toma diariamente. Por mais inteligente que ele seja e por mais numerosa e qualificada que seja a sua equipa, aquele decisor político não sabe exactamente tudo aquilo que faz. O volume de assuntos é tal, que ele acaba por confiar nas indicações do seu partido, em opiniões de outros, na sua intuição, e depois decide porque tem de decidir. Porém, os assuntos mais complexos carecem de reflexão adicional e é necessário auscultar os vários lados d...

As minhas viagens pelo chá

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(Originalmente publicado no " Chás Andorinha Blog " no dia 6 de Dezembro de 2017) (com republicação editada na " Alameda Digital " no dia 22 de Dezembro de 2017) As primeiras foram da sala para a copa e da copa para a sala, era eu criança e ficava a ver a Mãe a escaldar o bule e a preparar as chávenas, o pão e os scones, as bolachas de água e sal, a manteiga, o doce de tomate e o mel. Um pouco mais crescido, já com alguns escudos no bolso, a viagem era já fora de casa mas ainda dentro de Lisboa, e acompanhando os Pais e os irmãos ia à Casa Pereira na Rua Garrett e comprava chá para no Natal dar às tias. Passou a ser o meu presente para as minhas tias cada ano, não sei se as tias deram conta no meio de tantos presentes e sobrinhos… Casa Pereira – R. Garrett 38, Chiado Portugal : sempre gostei de chá, chá a sério, e não tanto das infusões de outras plantas aromáticas. Em casa cresci a tomá-lo sem açúcar, muito raramente com um farrapinho de leit...