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Vestígios de outros tempos e modos

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   O que têm em comum o Arco das Portas de São Bento em Lisboa, os fornos de cal de São Gens no Ribatejo, e o Pompeu dos Frangos na Bairrada? São vestígios de outras épocas que, pela nossa memória e imaginação, podem transportar-nos para esses tempos e modos. Pormenor do Arco das Portas de São Bento, em Lisboa.    Pormenor do Arco das Portas de São Bento, desde 1998 na Praça de Espanha, em Lisboa. Construído em 1758 sobre a Rua de São Bento e integrado na Galeria da Esperança do Aqueduto das Águas Livres, foi desmontado em 1938 e montado sessenta anos depois no descampado da Praça de Espanha. Esse descampado foi entretanto valorizado e feito jardim, chamando-se hoje de Parque Gonçalo Ribeiro Telles. Forno de Cal de São Gens, em Pontével.    Forno de Cal de São Gens, em Pontével. O último que ainda sobra dos mais de 20 que houve na região. Azulejo alusivo ao serviço da mala-posta, em Anadia.    Um bom sítio para comer arroz de miúdos de cabidela é ...

vinhos Areias Gordas na RTP

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Vinhos Areias Gordas no programa A Essência na RTP. Visita à vinha e à adega em Salvaterra de Magos, junto ao Rio Tejo. Mais informações e encomendas - terralarga@hotmail.com ||| 912299226

a vida é um desempate permanente

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(originalmente publicado no Jacaré )   Postal antigo alusivo aos Campinos As grandes searas da campina, embora desafiem as alentejanas, não lhes levam a palma. Mas o toiro que irrompe do curro, negro e luzidio, e o cavalo que o espera, nédio e nervoso entre as esporas do cavaleiro, esses não temem confronto e são o produto específico da terra ribatejana. Só nela o puro-sangue pode encontrar o seu húmus, a virgindade dum solo que um deus ainda visita e fecunda. Ele e o homem que o domina, não em luta desigual e traiçoeira, mas saltando-lhe para o lombo indomado ou recebendo-lhe a marrada impetuosa e cega no peito. Na articulação dos três lados do triângulo – campino, cavalo e toiro – conjugam-se as últimas forças viris que restam a Portugal dos tempos livres da Criação, das eras selvagens e testiculares que a civilização castrou. As sociedades protectoras de animais quadrúpedes e bípedes têm-se esforçado por negar à vida a legítima afirmação das suas leis profundas. O instinto, poré...

12 leituras de Verão

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(Originalmente publicado no " Jacaré parado vira mala " no dia 8 de Julho de 2017) Todos os anos por esta altura, vou à minha biblioteca e selecciono alguns livros para me acompanharem durante as férias. É nas férias que mais gozo me dá ler, de preferência com sossego e diante duma paisagem agradável. Os livros que escolhi para este Verão de 2017 são os seguintes: As minhas leituras para o Verão de 2017 - “Uma horta em casa” de Isabel Maria Mourão e Miguel Maria Brito (2015) - “O culto do chá” de Wenceslau de Moraes (1905) - “茶经 - O clássico do chá ilustrado” enciclopédia de vários autores (2015) - “Toda a China” (2 volumes) de António Graça de Abreu (2013) - “Cancioneiro do Ribatejo” de Alves Redol (1950) - “O romance de Amadis” de Afonso Lopes Vieira (1923) - “The White Castle” de Orhan Pamuk (1985) - “Rationalism in politics and other essays” de Michael Oakeshott (1962) - “Cartas para El-Rei D. Manuel I” de Afonso de Albuquerque (Ed. 1957)...

prepara-se o debate monárquico

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- Soube pel' O Ribatejo (ver "fontes de sabedoria") que a Causa Monárquica se assumiu ontem em Santarém como um movimento político que coordenará uma estratégia política que traga maior intervenção pública dos monárquicos portugueses. - Estes esforços têm em vista a preparação de um referendo que sonde se os portugueses querem um Chefe de Estado Real ou Presidencial, em ambos os casos não abdicando da democracia. - A Causa Real é o orgão que federa as várias Reais Associações de Portugal, e é presidida por Paulo Teixeira Pinto, conselheiro de D. Duarte. - Talvez agora o debate monárquico volte a ter eco na sociedade portuguesa, e A Conspiração das Teorias promete contribuir para esse debate, nem que seja com algumas propostas que irão certamente confundir ainda mais os argumentos de ambas as partes. - Os postais conspirativos referentes ao assunto serão ilustrados pela bandeira que Portugal envergou entre 1495 e 1557, quando a coroa ainda era aberta ao Céu. -