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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

25 anos de Sevo e o programa ABC contra a sida no Uganda


Yoweri Kaguta Museveni, 67 anos, é o Presidente do Uganda desde há exactamente 25 anos. No poder, cedo abandonou devaneios marxistas e optou por uma linha mais liberal da economia, pondo em marcha importantes ajustamentos estruturais, dando crédito às propostas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.

Trouxe estabilidade económica e política ao país e teve a coragem de combater o flagelo da sida através do programa ABC, um programa apoiado e promovido pela Igreja Católica e por outras igrejas cristãs. ABC significa "Abstein, Be faithful, use Condoms", e esta é a ordem estratégica das prioridades: abstinência sexual até ao casamento; fidelidade ao cônjuge no casamento; e, em caso de desvios (vários parceiros sexuais, etc.), o uso do preservativo. Esta política ABC teve excelentes resultados no Uganda, e só não é mais difundida porque há demasiados interesses económicos que actuam na obscuridade, como é o caso da indústria contraceptiva.

A indústria contraceptiva está por detrás das mais ruidosas campanhas de luta contra a sida, financiando-as e lucrando com elas, nomeadamente em África, mas também aqui e no resto do mundo. Mas se olharmos para o impacto desta política ABC, não restam dúvidas de que esta é uma óptima estratégia de prevenção e combate da sida: de 15% de infectados com sida no Uganda em 1990, para 5% em 2001.

Yoweri "Sevo" Museveni ganhou as eleições ugandesas de 1996, 2001 e 2006. Museveni fez profundas reformas democráticas no regime, que foram aplaudidas a nível internacional. No entanto, há ainda muito para fazer, por exemplo facilitar a formação de novos partidos no país.

Dia 18 de Fevereiro são as eleições presidenciais no Uganda, "Sevo" Museveni volta a ser candidato, e este é o rap dirigido aos eleitores mais jovens:


Do you want another rap? Yes Sevo!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

a importância das palavras

As palavras criam molduras conceptuais no nosso raciocínio. Em Espanha foi aprovada no Congresso uma lei que deixa as menores de 16 anos abortarem sem a autorização dos seus pais. É interessante ver as palavras usadas na imprensa de direita e na imprensa de esquerda para definirem essas pessoas. A imprensa de direita fala de "meninas" e de "menores de idade". A imprensa de esquerda fala de "mulheres com menos de 16 anos". Esta última classificação parece quase tão ridícula como a lei, mas revelou-se muito eficaz. Porque quando lemos "mulher" no El País, acolhemos de forma muito diferente a mesma notícia que sai no ABC, onde estas raparigas são nomeadas como "menores". As palavras escolhidas têm tanto poder, que nos forçam e quase nos obrigam a aceitar os pressupostos que implicam, influenciando finalmente a nossa percepção e opinião sobre o assunto. As palavras mandam, cuidado com as palavras.