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Paul Rusesabagina: o herói do Hotel Rwanda

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"My name is Paul Rusesabagina. I am a hotel manager. In April 1994, when a wave of mass murder broke out in my country, I was able to hide 1,268 people inside the hotel where I worked. When the militia and the Army came with orders to kill my guests, I took them into my office, treated them like friends, offered them beer and cognac, and then persuaded them to neglect their task that day. And when they came back, I poured more drinks and kept telling them they should leave in peace once again. It went on like this for seventy-six days." ~ Paul Rusesabagina, in “An Ordinary Man” (2007) — a autobiografia do homem interpretado por Don Cheadle no filme Hotel Rwanda (2004). O actor Don Cheadle com o herói ruandês Paul Rusesabagina. Após o genocídio ruandês em que morreram e foram violadas várias centenas de milhares de pessoas no ano de 1994, Paul Rusesabagina sofreu em 1996 uma tentativa falhada de assassinato. Por isso, exilou-se primeiro na Bélgica e depois nos EUA, trabalhando...

Dois filmes de Verão

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(também publicado no Jacaré ) Na última semana fui ver dois filmes ao cinema. Quem quiser ver um grande filme de acção que dispõe bem, então não há que enganar: F1 merece ser visto diante do grande ecrã e com o som envolvente. Bem montado, transmite com eficácia o ambiente e a adrenalina das corridas de 24h Daytona, Baja 1000 e, principalmente, a Formula 1. A história é o arquétipo do velho herói (Brad Pitt) que volta para provar que ainda tem valor e o do jovem talento que está relutante em aprender mas que se deixa conquistar – como todos os outros cépticos – pelo génio do velho piloto. Uma história à moda antiga filmada com a mais recente tecnologia, tudo bem feito. Ontem foi dia de voltar ao cinema. Não consegui convencer a minha querida que os filmes italianos são muito melhores do que os seus trailers. O meu argumento deu pouca luta porque logo encontrámos “Eddington”, num cartaz com Joaquin Phoenix debaixo dum chapéu de aba larga. “É de cowboys!”, animei-me, e ao pôr o trailer...

A esperança em The Great Dictator

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     Continua a mexer connosco The Great Dictator, um clássico de Charlie Chaplin estreado em 1940, um ano após o início da Segunda Guerra Mundial. Este fim-de-semana o filme foi projectado no auditório do Teatro Camões com música tocada ao vivo pela Orquestra Sinfónica Portuguesa do Teatro Nacional de São Carlos e conduzida pelo maestro Timothy Brock.      Já não terá sido fácil um actor ajustar o ritmo dos seus movimentos à música da banda sonora do filme, mesmo se composta por si. Empresa mais difícil é uma grande orquestra acertar a música com o ritmo dos movimentos de Charlot. O maestro e a orquestra transmitiram as emoções certas em cada nota da banda sonora, na alegria da Dança Húngara n.º 5 de Brahms na cena do barbeiro com o cliente, ou no encantamento delicado do Prelúdio de Lohengrin de Wagner, na cena da dança do globo terrestre e na do discurso final.      Como acontece em outros filmes, Charlie Chaplin fez quase tudo: produz...

O que fica da semana que passou

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(Originalmente publicado no " Jacaré parado vira mala " no dia 12  de Novembro de 2017) O Presidente dos EUA Donald Trump está a terminar uma longa viagem ao Extremo Oriente, onde pôde visitar tanto o recém-reeleito Primeiro-Ministro do Japão Shinzo Abe como o recém-renomeado Presidente da R.P. China Xi Jinping. Embora todos convirjam na preocupação que é uma Coreia do Norte nuclear, os desafios domésticos que enfrentam são muito diferentes. Com a militarização do Japão e o sucesso da Abenomics, com a concentração do poder imperial em Xi Jinping e o avanço da iniciativa “uma faixa, uma rota”, com os testes balísticos e provocações constantes da Coreia do Norte, com todos a crescer, teme-se pelo choque. Kim Jong-un terá chamado Trump de “velho”, ao que este ripostou no twitter que o norte-coreano seria “baixo e gordo”. O actual presidente não é da mesma escola de Reagan, que quando igualmente confrontado com a sua idade avançada defendeu-se de forma bem mais gr...

tensão no cinema

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Ia dando em pancadaria. “La Source des Femmes” é um filme passado em Marrocos que eu vi no cinema em Bruxelas, anteontem pela primeira vez e ontem pela segunda. É uma fita polémica mas cheia de bom humor sobre a luta das mulheres muçulmanas pela sua dignidade e respeito enquanto pessoas. Da primeira vez, eu queria apenas ver o filme, que é realmente muito interessante, tem uma fotografia lindíssima e vale a pena. Passa-se numa aldeia metida numa cova entre as montanhas do Atlas e todas as paisagens são magníficas. Mas, na noite seguinte, voltei ao cinema por uma razão completamente diferente. Fui lá para estar com mais atenção à reacção do público. Anteontem fui ver o filme a de Brouckère, mesmo em frente ao Hotel Metropole *****, bem no centro de Bruxelas. Eram 19h30m e o cinema estava à pinha. Trata-se da história de uma aldeia sem água nem electricidade perdida nas montanhas em Marrocos, onde os homens desempregados se sentam no café durante o dia para conversar e passar o tempo...