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A mostrar mensagens com a etiqueta Passos Coelho

A semana que passou - uma mão cheia de coisas

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(Originalmente publicado no " Jacaré parado vira mala " no dia 2 de Outubro de 2017) A mão cheia compõe-se da palma mais os cinco dedos com que tamborilo neste teclado. E com eles se conta numa penada a semana que passou: Mindinho: o caso do roubo do paiol de Tancos Continua o caso do roubo de armas de Tancos sem desenvolvimentos nem solução, e apenas se discute se há relatório ou ainda não. Como assim? Dizia o famoso poeta e gastrónomo Chinês Su Shi 苏轼 (1037-1101) que " As famílias, quando uma criança nasce, querem que ela seja inteligente. Eu, que pela inteligência me tenho prejudicado a vida toda, apenas espero que a criança seja ignorante e estúpida. Assim, terá uma vida tranquila e será um Ministro com gabinete. " Não é preciso dizer mais nada. Anelar: a malograda tentativa de referendo na Catalunha Há muitos ângulos por onde abordar a questão. Barcelona e Madrid, ambos, estão cheios de razão e da falta dela. Não me interessa entrar por aí. ...

a Dama de Ferro - ideias sem ferrugem

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(texto originalmente publicado no qUE? ) Margaret Thatcher é uma pessoa como restam poucas. É daquelas que olha para uma multidão, diz qual é o melhor caminho, avança em primeiro lugar e persuade o público a segui-la. Em contraste, hoje a maioria dos políticos limita-se a ver para onde se dirige a multidão, põem-se à sua frente e dizem que a lideram. Mas Lady Thatcher foi realmente uma das últimas grandes líderes que o nosso mundo tem visto. Primeira-Ministra do Reino Unido eleita em 1979, Thatcher foi a primeira mulher (e única, até à data) a ocupar este cargo, dominando a política britânica ao longo dos anos 80 e tendo acabado por ser afastada das suas responsabilidades em 1990, não por eleições populares, mas pelo próprio partido conservador. Thatcher é considerada por politólogos como uma das pessoas que mais contribuiu para a queda do muro de Berlin em 1989, juntamente com Ronald Reagan, João Paulo II e Helmut Kohl. Pela sua determinação e perseverança, Margaret Thatcher era conhe...

o discurso de Passos Coelho

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O discurso do Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho na tomada de posse do XIX Governo foi adequado. Demonstrou humildade e realismo. Passos Coelho não fez grandes promessas, anunciou alguns erros de antemão e pediu paciência para o que aí vem. Ele expôs as suas prioridades e as linhas de actuação do Governo para os próximos 4 anos. Foi um discurso que colheu vários elogios. Este foi um discurso bastante alegórico. Passos Coelho quis definir estes tempos como uma tormenta de mar, o povo português como o herói marinheiro que sempre foi, e ele próprio como o capitão do navio que mudará o rumo para levar o País a bom porto. Foi uma formulação interessante, que sem dúvida encontra eco cultural entre os portugueses. No entanto, a Rádio Renascença apostou numa metáfora muito mais forte que os Descobrimentos no Portugal de hoje: o futebol. A notícia da Renascença online era " Onze de Passos Coelho toma posse. É o XIX Governo Constitucional ". O treinador e sua equipa. Nós seríamos o...

5 razões porque Fernando Nobre não foi eleito Presidente da AR

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Fernando Nobre insistiu em arrastar a sua candidatura a Presidente da Assembleia da República (AR) para votos, quando não tinha condições de vitória. Só o PSD, com 108 deputados, apoiava a sua candidatura que precisava de uma maioria de 116 deputados. E no fim de contas, nem sequer todos os deputados do PSD votaram em Fernando Nobre, que teve 106 votos na 1ª volta e 105 na 2ª volta. O voto era secreto. Pedro Passos Coelho quis honrar o seu compromisso quando tudo e todos o aconselhavam a não o fazer. Paulo Portas e o CDS quiseram fazer uma demonstração de poder. Quiseram mostrar, logo no princípio desta coligação, como o CDS é essencial ao PSD para passar as leis na AR, e que sem eles concordarem minimamente com cada proposta política, nada feito. O PS preferiu o voto de vingança das eleições presidenciais a cumprir o implícito acordo de cavalheiros que havia sobre a Presidência da AR. Por um lado é triste que a este nível se tomem decisões por rancor, mas por outro lado ainda bem que ...

a brasileira da campanha do PSD

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Alessandra Augusta é esta mulher que vemos na fotografia. É brasileira e foi contratada pelo PSD para fazer esta última campanha eleitoral. Antes disso, tinha feito algumas eleições locais no Brasil. Alessandra foi atacada por todos os lados, mas continuou discretamente o seu trabalho. Alguns dos ataques até vieram de dentro, de consultores nitidamente aborrecidos por não estarem no seu lugar. Coisa feia, e o algodão não engana. Hoje, a responsável pelo marketing da campanha do PSD vem dar uma entrevista ao jornal Sol , de onde tiro apenas esta sua resposta: Tentou modelar Passos Coelho? Não. O que se fez foi potenciar o que ele tinha de bom. O mais interessante desta campanha é que o ‘não-marketing’ foi o grande marketing. Não trabalhámos Passos Coelho e deixámo-lo o mais natural possível. Porque é um candidato consistente, ainda que pouco conhecido. Mas, ao mesmo tempo, tínhamos outros dois candidatos, Sócrates e Portas, que eram excessivamente marketing. Eram sound-bytes demais. Ess...

vencedores, derrotados, surpresas e expectativas

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Vencedores: - Pedro Passos Coelho : Conquistou o voto pela personalidade simpática e autêntica, e por isso confiável. Tem alguma credibilidade mas também suscita algumas dúvidas pela novidade de certas ideias que traz pela primeira vez à política portuguesa. A sua margem de manobra está condicionada pelo cumprimento do acordo com a ajuda internacional e pela crise económica em que vivemos. Mas todo o vencedor tem direito a um "estado de graça", por mais curto que seja. - PPD/PSD : Teve 38,6% dos votos e elegeu 105 a 108 deputados (falta atribuir os 4 deputados dos emigrantes, e o PSD conseguirá 2 ou 3 deles). Esteve perto da maioria absoluta, que se consegue com 116 dos 230 deputados da Assembleia da República. Será inequivocamente o partido líder do novo Governo. - CDS/PP : Obteve a melhor votação dos últimos 28 anos, teve 11,7% dos votos e 24 deputados, tantos quanto a CDU mais o BE juntos. Terá 3 ou 4 ministros no novo Governo. Ganhou em tudo menos nas expectativas ainda m...

os erros da máquina de campanha mais elogiada

A campanha do PS foi mal conduzida a vários níveis. Foi mal conduzida porque a única coisa de que se falou a respeito do PS nesta campanha, foi de como a sua máquina de propaganda era boa e profissional. Não se falou de propostas do PS para o futuro do país porque elas não existem. E apostou-se na capacidade de resistência de José Sócrates, quando há muitos meses ele já estava manifestamente gasto e sem qualquer capital político. Os pozinhos de perlimpimpim não aguentam a exposição 24h/dia durante uma campanha inteira, e nunca desta maneira. Foi toda uma sucessão de erros da campanha do PS, que se dedicou unicamente a falar de Pedro Passos Coelho e do PSD, fazendo uso de uma agressiva campanha negra. A emoção que o PS mais explorou em campanha foi o medo, e até essa escolha foi ineficaz, pois o maior medo dos eleitores é que José Sócrates continue a governar. O povo sabe desculpar erros, mas ninguém gosta de mentirosos compulsivos. Em 2009 as pessoas deram o benefício da dúvida a Sócra...

mudar de condutor

Traduzido dos EUA 1952 para Portugal 2011: - Os socialistas fizeram erros, mas as intenções deles não são boas? - Bem, se o condutor da carrinha da sua escola vai contra um camião, bate num candeeiro da rua e despenha-se numa valeta... a questão não é se as suas intenções são boas. Temos de arranjar é um novo condutor.

as mangas arregaçadas de Sócrates

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Sei que este postal não versa sobre conteúdos e propostas (o que mais importa para os eleitores), mas apenas sobre a imagem e as aparências que permitem a um candidato entregar melhor ou pior a sua mensagem ao público assistente. Comparemos José Sócrates e Barack Obama quando chegam a um comício. Barack Obama é naturalmente simpático, comunica bem e sem esforço. Sobe ao palco. Saúda o público. Despe o casaco. Arregaça as mangas da camisa. Sorri. Começa a falar. Diz primeiro como está contente por estar ali. Namora a plateia. A seguir conta uma piada. E depois de ganhar a simpatia do público, coloca a sua mensagem através de uma retórica brilhante, baseada principalmente no relato de histórias - storytelling . Faz pausas onde os aplausos imprimem mais ritmo e dinâmica ao seu discurso. Termina a sua exposição pedindo ao público qualquer coisa, seja dinheiro para a campanha, seja o voto, seja uma acção de apoio. Despede-se demoradamente e deixa-se tocar por todos quantos puderem alcançá-l...