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sexta-feira, 30 de junho de 2017

12 podcasts que recomendo

(Originalmente publicados no "Jacaré parado vira mala" no dia 29 de Junho de 2017)



Há três ou quatro anos que aderi e considero-me um grande adepto de podcasts. Tal como o video on demand mudou decisivamente a forma como hoje vemos televisão sem estarmos presos a horários e a grelhas de programação, acho que os podcasts - conjugados com o iTunes e outras aplicações de música e conteúdos - são o futuro da rádio. Seja a fazer a barba de manhã na casa-de-banho ou a conduzir o carro para o trabalho, nestes dias em que já não há a oportunidade para ler bons jornais, os podcasts são uma forma muito interessante de acedermos a boas informações, a opiniões e a entretenimento. Aqui deixo 12 podcasts que vivamente recomendo:


Da Política,

- Conversas à Quinta
Periodicidade: Semanal, normalmente a cada Quinta-feira
Duração: 45 minutos
Jaime Gama e Jaime Nogueira Pinto preparam bem os temas (históricos e da actualidade) e conversam com elevação sobre eles a partir das suas experiências e perspectivas muito próprias e interessantes. Com estes dois senadores da nossa praça, um mais à esquerda e o outro mais à direita, temos acesso a abordagens informadas e pensadas sobre os assuntos em análise. A moderação é de José Manuel Fernandes e o podcast é produzido pelo Observador.

- TSF - Governo Sombra - Podcast
Periodicidade: Semanal, a cada Domingo de manhã
Duração: 55 minutos
Carlos Vaz Marques modera e distribui jogo entre Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Ricardo Araújo Pereira. O mote é a política, mas o tratamento dos temas está ao nível das tertúlias de taberna. Carlos Vaz Marques tenta demonstrar uma imparcialidade bem humorada, embora por vezes lhe escape um ou outro comentário mais esquerdista. Pedro Mexia tenta ser ponderado e moderado, mas algo “centrão” e dá a impressão que não raras vezes acaba por se deixar seduzir pela moda e contém-se em demonstrar um pouco mais da sua cultura. João Miguel Tavares é um libertário (liberal na economia e nos valores) que se esforça muito por ter piada, normalmente com pouco sucesso. E Ricardo Araújo Pereira apenas leva a sério a forma humorística, muitas vezes em detrimento do conteúdo (tendencialmente da esquerda radical). Mas RAP brilha na defesa da liberdade de expressão, área em que é digno de aplauso. Normalmente pluralista, este programa encontra curiosos consensos: o benfiquismo dos intervenientes (que saúdo), a sua defesa das causas fracturantes (que lamento) e o ataque sistemático e muito veemente ao regime de Angola (que estranho). Este podcast produzido pela TVI e pela TSF já teve melhores dias, mas continua a merecer uma menção.

- Uncommon Knowledge
Periodicidade: Muito variável, em média quinzenal
Duração: Variável entre 30 e 45 minutos
Se ouvirmos Peter Robinson pela primeira vez e sem saber, a sua modéstia não nos permite descobrir que ele é o autor de um dos mais célebres discursos da História, aquele em que o Presidente Reagan se encontra na Berlim Ocidental de 1987 e remata com muita convicção “Mr. Gorbachev, tear down this wall”! 10 anos mais tarde, em 1997, começou o “Uncommon Knowledge”, um programa produzido pela Hoover Institution em que Peter Robinson entrevista demoradamente políticos, filósofos, empreendedores e outras pessoas interessantes, levando-os ao fundo das teses que defendem e tratando-os da forma mais cordial e respeituosa possível. Este ano o programa faz 20 anos com vários formatos e fases, mas a nível de conteúdos ainda não conheceu declínio.

- The Ricochet Podcast
Periodicidade: Semanal, a cada Sábado
Duração: Variável entre 1 hora e 1 hora e 30 minutos
Outro programa com Peter Robinson, agora acompanhado por amigos e num tom mais informal. Enquanto que em “Uncommon Knowledge” Peter Robinson se apaga para dar todo o protagonismo ao entrevistado, aqui podemos conhecer um pouco melhor a sua opinião e a do co-fundador Rob Long, bem como a dos convidados conservadores (mas de várias sensibilidades) que são ouvidos acerca dos assuntos que marcam a actualidade dos Estados Unidos.

- Face the Nation on the Radio
Periodicidade: Semanal, a cada Domingo
Duração: 50 minutos
“Face the Nation” é um dos programas mais antigos da televisão norte-americana, emitido todos os Domingos pela CBS News desde 1954. Apresentar o “Face the Nation” é um lugar de prestígio para qualquer jornalista. John Dickerson assume este papel desde 2015 e traz ao seu programa os mais importantes políticos e jornalistas para dar a sua perspectiva sobre a semana política que passou e a que há-de vir. John Dickerson é um jornalista refinado e mais correcto do que a média, embora por vezes não consiga disfarçar um pouco mais de dureza para com a direita do que para com a esquerda.


Da História,

- Slate's Whistlestop
Periodicidade: Quinzenal, normalmente numa Quarta-feira
Duração: Variável entre 35 e 50 minutos
Outro programa de John Dickerson, neste caso um “one-man-show” sem convidados, em que ele demonstra o excelente trabalho de investigação jornalística e histórica que faz. Na maior parte dos casos, o programa trata de comparar presidentes dos EUA ou membros das suas equipas governativas sobre determinadas políticas, estratégias e atitudes. Para isso, recorre a abundantes fontes primárias e secundárias. É um programa produzido pela Slate Magazine, com temas bem investigados por John Dickerson e por ele tratados com rigor.

- Falar de Memória - Histórias de Macau
Periodicidade: Semanal, a cada Quinta-feira
Duração: Variável entre 6 e 11 minutos
Hugo Pinto introduz e João Guedes discorre sobre acontecimentos, personagens e curiosidades da História de Macau. Transmitido pela Rádio Macau em língua Portuguesa, este programa conta com a experiência e investigação do jornalista João Guedes, que desvenda alguns episódios históricos que aconteceram em Macau. Ficam-se a conhecer factos muito interessantes sobre Macau e a presença de Portugal no Extremo Oriente, embora se tenha de dar um grande desconto aos preconceitos que o investigador não resiste em manifestar contra a Igreja e as tradições, ao mesmo tempo que elogia as alegadas virtudes históricas de certa esquerda progressista, dos liberais e dos maçons. Ainda assim, e separando trigo do joio, podemos aproveitar muitas curiosidades deste podcast. É de salientar também a música oriental do genérico, que ainda não me cansei de ouvir.

- Talking Tea
Periodicidade: Muito variável, em média mensal
Duração: Variável entre 25 e 50 minutos
Ken Cohen é um actor norte-americano que se apaixonou pelo chá. Neste podcast apresentado e produzido pelo próprio, podemos ter acesso a conversas com especialistas, autores, comerciantes e empresários, sempre à volta da história do chá, da sua produção, tipos, geografia e cultura. Para quem se interessa por chá, este é um podcast a ter em conta.


E do Humor,

- Aleixo FM
Periodicidade: Semanal, a cada Quarta-feira
Duração: 4 minutos
João Moreira e Pedro Santo dão voz a mais um programa de Bruno Aleixo, um cão de peluche muito irritável, manipulador e mandão nascido em Coimbra e com afinidades à Mealhada e ao Brasil, acompanhado por dois dos seus habituais companheiros, o Busto (de Napoleão Bonaparte) que se leva intelectualmente muito a sério e o Renato Alexandre (um monstro marinho) que tem a personalidade dum jovem estudante que até tenta ser boa pessoa mas que tem os maneirismos e o intelecto de quem fritou parte dos seus miolos em demasiadas saídas à noite e outros excessos derivados.

- Aleixopédia
Periodicidade: Semanal, a cada Segunda-feira
Duração: 4 minutos
Dos mesmos autores de Aleixo FM, o ponto de partida deste programa é música. Mas o ponto de chegada pode ser qualquer outro tema. Tal como no Aleixo FM e outros programas do delirante universo de Bruno Aleixo, o seu humor é muito diferente de tudo o que já vi. Combinando o nonsense com uma série de preconceitos deliciosos e com expressões geniais, Bruno Aleixo forma um fio condutor de disparates sem malícia que entretém muito. Ambos os podcasts são produzidos pela rádio Antena 3.

- Linha Avançada
Periodicidade: 2 vezes por dia, uma de manhã e outra à tarde
Duração: Variável, entre 4 e 7 minutos
José Nunes é um comentador de futebol que participa com conhecimento num dos inúmeros programas de televisão dedicados ao assunto, mas que há vários anos faz na rádio um apanhado humorístico das principais notícias do futebol Português, intercalando os comentários com músicas divertidas e adequadas a cada tema. Podcast produzido pela rádio Antena 3 com boa disposição.

- Cidade - Quem Nunca?
Periodicidade: Semanal, a cada Quarta-feira
Duração: 30 minutos
Carlos Coutinho Vilhena é um comediante da nova geração, com 24 anos. Tem este programa novo na rádio Cidade, onde recebe 2 comediantes diferentes para fazerem uma caricatura de personagens e aspectos cómicos da vida. O dialecto usado nestes sketches, aparentado com a Língua Portuguesa, contém as expressões que podemos ouvir aos indígenas adolescentes do nosso país. É uma actualização da gramática e vocabulário dos Morangos com Açúcar, e a sua piada depende do rumo da conversa e dos comediantes convidados. Os primeiros programas tiveram altos e baixos, e só o tempo dirá se CCV tem talento para se aguentar neste top 12. Podcast produzido pela rádio Cidade.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

um Santo Natal e Feliz 2012


A Conspiração das Teorias deseja a todos os seus leitores um Santo Natal (não acaba) e um ano de 2012 muito feliz. Aproveitamos esta época para remodelar completamente o aspecto d'A Conspiração. Espero que seja para melhor. E finalmente, dos vários vídeos de Natal que houve neste ano, este é o que destacamos.


Um dos relatos mais repetidos ao longo dos tempos, de geração para geração, é a história do nascimento de Jesus. Um bom storytelling de Natal mostra a história verdadeira, dá esperança, é divertido, mas respeita e não faz troça. Este vídeo foi feito pelos neo-zelandeses da SPAM - St. Paul's Arts and Media e está francamente bem feito. Festas Felizes!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

três autores, três apontamentos sobre a democracia

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- Idiotas. Caíram na armadilha das decisões por maioria. Acham que decidir por maioria é muito práctico e eficaz, mas, na verdade, é uma armadilha muito perigosa. Quando se decide por maioria, há duas coisas que nunca se deve fazer. Discutir as coisas e dizer o que se escolheu. Perde-se o anonimato e enfatiza-se a existência de uma maioria e de uma minoria. E depois, os da minoria começam a ficar com uma sensação de alienação, insatisfação e irritação. Em pouco tempo começam a ficar desconfiados e acabam por chegar à rotura. Ter opiniões diversas significa que os cinco vão perder. Parece que a rotura do grupo está prestes a acontecer.
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Tompa in "Hunter x Hunter", de Yoshihiro Togashi
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- Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos.
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Winston Churchill
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- E dá bons resultados, a democracia?
- Não é possível saber. É segredo.
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Boris Vian
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

poesia chinesa de intervenção

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As famílias, quando uma criança nasce,

querem que ela seja inteligente.

Eu, que pela inteligência

me tenho prejudicado a vida toda,

apenas espero que a criança seja

ignorante e estúpida.

Assim, ela terá uma vida tranquila

e será um Ministro com gabinete.

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tradução livre a partir de Su Shi, poeta chinês (1036-1101)
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terça-feira, 21 de abril de 2009

redacções de pequenino - I

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Uma aventura na floresta
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Eu fui comprar o jornal quando vi a seguinte notícia:
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Pág. 18 --- Diário de Notícias ---
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Cangurus em extinção nas florestas da Austrália.
Pessoas estão a matar cangurus por divertimento na Austrália e oferecemos um prémio de fornecimento de chocolates para toda a vida a quem prender as pessoas.
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- Isto é um escândalo! - disse eu para comigo.
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Disse à minha Mãe e ao meu Pai que ia para a Austrália em missão secreta.
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Então a minha Mãe disse:
- Não vais se não me contares que missão é essa.
- Ai vou, vou!
- Não vais!
- Ai vou, vou!
- Não vais, não!
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E assim estivemos a falar no resto da semana.
E ao fim dessa semana interferiu o meu Pai na conversa.
E disse o mesmo que a minha Mãe.
E assim ficámos outra semana.
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No fim da outra semana, quando já tinhamos acabado a discussão, vi no jornal que já tinham descoberto os caçadores.
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Tanto trabalho para nada!
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(escrito na 4ª classe)
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

movimento perpétuo associativo

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Agora sim, damos a volta a isto!

Agora sim, há pernas para andar!

Agora sim, eu sinto o optimismo!

Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

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-Agora não, que é hora do almoço...

-Agora não, que é hora do jantar...

-Agora não, que eu acho que não posso...

-Amanhã vou trabalhar...

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Agora sim, temos a força toda!

Agora sim, há fé neste querer!

Agora sim, só vejo gente boa!

Vamos em frente e havemos de vencer!

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-Agora não, que me dói a barriga...

-Agora não, dizem que vai chover...

-Agora não, que joga o Benfica...

e eu tenho mais que fazer...

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Agora sim, cantamos com vontade!

Agora sim, eu sinto a união!

Agora sim, já ouço a liberdade!

Vamos em frente, e é esta a direcção!

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-Agora não, que falta um impresso...

-Agora não, que o meu pai não quer...

-Agora não, que há engarrafamentos...

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-Vão sem mim, que eu vou lá ter...

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

a santa sem tripas

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- De eso no tuvo el cura la culpa.


- No, señora. Ya se ve que fue por mor de la sordera. Pero, luego, no fue eso lo peor, sino que va y le pergunta que cuál era la santa sin tripas.


- La santa sin tripas? No caigo, María Francisca. ¡Mira que no saberlo yo, que tengo a toíto el santulaje en la punta e los deos!


- Eso mismo decía el probe de Juanito, que quién lo iba a saber. El se quería casá pa el Domingo de Ramos, y se le iba pasando el tiempo sin atinarlo; pero don Hipólito se empeñaba en no casarle mientras no se lo aprendiera. El muchacho se llevaba al campo el catacismo en los bolsicos de los pantalones pa repasarle cuando descansaba de ará; pero... ¡que si quieres! Hasta que su madre se agarró a la influencia de la Cachirula, que pa eso guisaban en su casa, pidiéndola que su hijo acabase ya de depená al probe Juan. Se conoce que la madre habló al cura, porque anoche, cuando fue mi primo a su casa, desesperaíto, va y le dice don Hipólito, con mucha risa:


"- ¡La santa sin tripas es la Santa Crus, hombre, la Santa Crus!"


- ¡Ave María Purísima! -, exclamó seña Julia santigüándose. Y, a su vez, se puso a dar jabón a la ropa con mucha rabia.

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excerto do conto El Curita (escrito em Março de 1918) -, em Cuentos de Resolana, de Isabel Gallardo de Álvarez

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