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pela ética da convicção, contra o voto útil

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- Um dos melhores filmes que conheço é o Reino dos Céus ( Kingdom of Heaven - 2005), dirigido por Ridey Scott e escrito por William Monahan. O facto de ser um romance histórico, e a necessidade de tornar a narrativa mais cativante e cinematográfica, não garantem precisão histórica, mas em todo o caso esta é uma excelente história que Ridley Scott nos conta. Tendo como pano de fundo a reconquista de Jerusalém pelos muçulmanos em 1187, vemos os extremistas de parte a parte a incitar à guerra que lhes interessava por "vontade de Deus". Este filme tem uma riqueza de conteúdos que permite ser o ponto de partida de várias discussões filosóficas e morais, mas hoje interessa-me aqui citar uns diálogos do "Reino dos Céus" que bem ilustram as éticas de Max Weber em confronto: a "ética da convicção" versus a "ética da responsabilidade". - Rei Balduíno IV (R) - Decidimos que deverá tomar comando do exército de Jerusalém. Se eu deixar o exército com o Guy, e...

prepara-se o debate monárquico

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- Soube pel' O Ribatejo (ver "fontes de sabedoria") que a Causa Monárquica se assumiu ontem em Santarém como um movimento político que coordenará uma estratégia política que traga maior intervenção pública dos monárquicos portugueses. - Estes esforços têm em vista a preparação de um referendo que sonde se os portugueses querem um Chefe de Estado Real ou Presidencial, em ambos os casos não abdicando da democracia. - A Causa Real é o orgão que federa as várias Reais Associações de Portugal, e é presidida por Paulo Teixeira Pinto, conselheiro de D. Duarte. - Talvez agora o debate monárquico volte a ter eco na sociedade portuguesa, e A Conspiração das Teorias promete contribuir para esse debate, nem que seja com algumas propostas que irão certamente confundir ainda mais os argumentos de ambas as partes. - Os postais conspirativos referentes ao assunto serão ilustrados pela bandeira que Portugal envergou entre 1495 e 1557, quando a coroa ainda era aberta ao Céu. -

wáng, ou o rei chinês

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- Wáng, que significa "Rei" em mandarim, é aquele que tem a competência de ligar o céu e a terra, entre os quais vive o homem. O caracter wáng exprime essa ideia: o traço horizontal superior, representa o Céu; o traço inferior, a Terra; a meio, o Homem; e o traço vertical, o Rei. Tudo o que está abaixo do céu é da responsabilidade do rei. - Embora a argumentação seja chinesa, não vejo grandes diferenças em relação à ideia de monarquia ocidental ainda hoje dominante. O Rei continua a ser encarado como o patriarca do povo, e seu legítimo mediador para o Céu, ou para o desvendar do destino comum. Tal visão continua maioritária entre monárquicos, por maior que seja o grau de liberdade dos povos. - Quem interpreta melhor os sinais do Céu e as necessidades da Terra? O Rei/Presidente da República? O Povo? Um grupo de aristocratas (senadores/nobres)? A pergunta é antiga, e as respostas dadas inúmeras. Inclino-me para um regime conciliador, que aproveite e conjugue o melhor de três re...