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Sobre a destruição de chá no Boston Tea Party

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"Destruction of the Tea in Boston Harbor" (1856), de John Andrew      Esta gravura faz parte da galeria de arte da Yale University e representa a destruição de chá de 16 de Dezembro de 1773, mais conhecida por "Boston Tea Party". Dezenas de colonos americanos disfarçaram-se de indígenas Mohawk e ao cair da noite abordaram no porto de Boston três navios ao serviço da East India Company, jogando 342 caixotes de carga no mar e assim destruindo 42 toneladas de chá no valor de mais de $2,2 milhões actuais. Este foi um acto de protesto contra os impostos britânicos sobre vários produtos, incluindo o chá. "No taxation without representation" era a palavra de ordem contra os vários impostos sobre os colonos americanos. Esta milícia chamava-se Sons of Liberty e os seus membros vestiam-se de Mohawk para mostrar a Londres que se identificavam como americanos.      Nove dias depois, dia de Natal, outro navio aproxima-se de Filadélfia com 697 caixotes de chá e os Sons ...

O erro de Robin dos Bosques

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(originalmente publicado no Jacaré Parado Vira Mala ) Quem não gosta do Robin dos Bosques? A história passa-se na Inglaterra medieval e tem os problemas típicos da literatura romântica: há a donzela em apuros, há o xerife cruel, os pobres e famintos, um príncipe que conspira contra o rei seu irmão… e um herói que resolve todos os problemas com a pontaria do seu arco e flechas, ajudado por valentes amigos como Frei Tuck, João Pequeno e Will Scarlet. Escondidos na floresta de Sherwood, Robin dos Bosques e o seu bando vão resistindo à tirania de João Sem-Terra e sabotando as tentativas do xerife e do príncipe de se aproveitarem da ausência do rei Ricardo Coração-de-Leão que, entretanto, ajudava os cruzados em Jerusalém. Os valores estão todos certos: valentia, patriotismo, solidariedade, fé e amizade. Em Sherwood, Robin e os Merry Men caçam livremente, não pagam impostos, roubam os tesouros do príncipe e as colectas do xerife. Mas não o fazem para enriquecimento próprio, não! Eles roubam ...

a autoridade como serviço

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(originalmente publicado no Jacaré ) Foi recentemente lançado, logo após a morte do autor, o livro “As ideias políticas e sociais de Jesus Cristo" por Diogo Freitas do Amaral (1941-2019). O percurso do fundador do CDS é sobejamente conhecido e dispensa apresentações. Neste pequeno livro que não chega à centena de páginas, vamos às palavras de Jesus Cristo que inspiram a Doutrina Social da Igreja que Freitas do Amaral explica e promove. As ideias políticas e sociais de Jesus Cristo, presentes em várias passagens e de forma mais óbvia no Sermão da Montanha, são-nos pedagogicamente transmitidas no contexto histórico e económico da época. Para tal, Freitas do Amaral usa o seu poder de síntese e socorre-se de bons mapas. Destaco a seguinte passagem: Na verdade, o Estado - isto é, o poder político com os seus direitos e aparelhos de autoridade - não existe para si próprio ou para agradar aos que o governam (reis, presidentes, ministros), mas sim para se ocupar do bem comum, daquilo que ...

sacrifícios vãos - JPVM

(Texto originalmente publicado no " Jacaré parado vira mala " no dia 27.01.2017) Antes de 1974 sacrificou-se a democracia para se manter o império. Depois de 1974 sacrificou-se o império para se ganhar a democracia. A partir de 1986 sacrificou-se a independência para se aceder à Europa. Desde 2002 sacrificou-se a moeda própria para se atingir a prosperidade. Em 2017 não temos império, nem democracia, nem independência, nem Europa, nem moeda, nem prosperidade. Temos apenas um conjunto de más decisões baseadas em premissas falaciosas. Temos um país endividado e pessoas com uma carga fiscal insuportável. Trocámos a nossa realidade por utopias e ficámos practicamente sem nada. Disto tudo que perdemos, o que podemos recuperar? Do império, apenas os laços culturais e comerciais. Da democracia, devolver a Lisboa a capacidade legislativa que foi transferida para os deputados estrangeiros em Bruxelas e Estrasburgo, e que produzem a esmagadora maioria das leis apli...

ainda sobre os impostos

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quero menos impostos

- Querer menos impostos é saber que gasto melhor o meu dinheiro comigo do que o Governo. O Governo não devia gastar o meu dinheiro comigo, que para isso estou aqui eu, mas devia tomar conta das necessidades sociais que escapam da minha esfera de acção. E se o Governo deixar de ter essa ineficiente (e a maior parte das vezes ineficaz) preocupação de gastar o meu dinheiro comigo, eu não precisarei de pagar tantos impostos e poderei aplicar esse dinheiro muito melhor. A partir daqui derivam várias políticas e uma mudança profunda da nossa relação com o Estado e connosco próprios. Onde todos ganham : o Governo, menos preocupações e dores de cabeça; o Estado, mais sustentabilidade e futuro; quem precisa, melhor assistência e investimento de quem conhece os problemas de perto; e nós, mais responsabilidade e mais riqueza. -