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A mostrar mensagens de julho, 2010

personagens do Fado (I) - a Lucinda Camareira

- O Fado tem um riquíssimo mundo de personagens que vale a pena conhecer, por serem caricaturas tão representativas de um povo e imagens tão características de certo mundo português. Por isso, hoje a Conspiração abre a série "personagens do Fado", que pretende dar a conhecer estas figuras que de alguma maneira compõem uma novela portuguesa dos dias de ontem e de hoje. - A primeira é a Lucinda Camareira, camareira porque servia à mesa num café do Bairro Alto, popular e brejeira, mas muito bonita e graciosa à vista dos seus apaixonados, que até se vão convencendo de que há alguma nobreza nela escondida. Como nota a este contraste, podemos dizer que, se "quem feia ama, bonita lhe parece" , neste caso "quem brejeira ama, nobre lhe parece". A beleza de Lucinda tem fama e atrai vários curiosos ao café da sua patroa Marcelina, até os nobres vêm de longe só para a ver. Embora com um final diferente, esta situação faz lembrar a história da Severa, que para muitos ...

o segundo spot de Dale Peterson

- O segundo spot de Dale Peterson é uma excelente sequela do primeiro, o que é sempre difícil. Dale explica como começou com 5% de intenções de voto nas sondagens e chegou aos 28% da votação republicana. Agora, o nosso Dale Peterson apoia John McMillan, o nomeado republicano para a Comissão de Agricultura do Alabama. " John is a good man, I like John " é um belo exemplo de palavras simples que funcionam. - -

340 mulheres abortaram 2 vezes ou mais em 2009

- Houve 340 mulheres que abortaram 2 vezes durante o mesmo ano de 2009 em Portugal. Nesse ano, o número total de bebés que ficaram por nascer foi de mais de dezanove (19) milhares. Notícia aqui . Há cidades com menos habitantes do que isso. -

o candidato representativo e o candidato aspiracional

- Há momentos em que os eleitores procuram candidatos mais inteligentes, mais cultos ou com um historial de outros atributos (coragem, bravura, beleza, etc.) que fazem deles heróis. No fundo, alguém como aquilo que o eleitor comum aspira vir a ser. Noutros momentos, os eleitores votam em pessoas normais, como eles, que os possam representar verdadeiramente nos seus valores e maneira de ser. É o caso de Dale Peterson, candidato à Comissão de Agricultura do Estado do Alabama, nos Estados Unidos da América. Dale Peterson representa muito bem os valores do seu eleitorado do Alabama, apresenta-se como um deles. Não foi eleito, mas conseguiu subir dos 5% de intenções de voto que as sondagens lhe davam, para 28% na votação final. Não ganhou as eleições, mas a sua campanha foi um sucesso. O candidato não só representou os valores tradicionais do homem republicano médio do Alabama, como soube personificar o herói cowboy do faroeste. Resumindo, Dale Peterson soube ser representativo e aspiracion...

a emoção nas campanhas políticas

A política atingiu níveis de confiança tão baixos, que apenas apresentar as propostas e o programa já não chega. As pessoas não lêem programas eleitorais, e muito poucas sabem dizer claramente quais as propostas de cada partido ou candidato. Agora, os políticos têm de chamar primeiro a atenção dos eleitores, convencê-los que vale a pena serem ouvidos. Precisam de se mostrar mais humanos e de conquistar o eleitorado pela emoção. Os políticos vêm-se obrigados a seduzir para serem ouvidos, e depois então a apresentar as propostas. Chegar ao eleitor primeiro pelo coração, e depois pela razão. Chegar ao coração dos eleitores através de uma ligação emotiva que aparentemente nada tem que ver com a política. Mas tem. Foi o que a CiU, partido nacionalista conservador catalão, tentou neste spot . A mensagem é de esperança num novo começo.

a importância das palavras

As palavras criam molduras conceptuais no nosso raciocínio. Em Espanha foi aprovada no Congresso uma lei que deixa as menores de 16 anos abortarem sem a autorização dos seus pais. É interessante ver as palavras usadas na imprensa de direita e na imprensa de esquerda para definirem essas pessoas. A imprensa de direita fala de "meninas" e de "menores de idade". A imprensa de esquerda fala de "mulheres com menos de 16 anos". Esta última classificação parece quase tão ridícula como a lei, mas revelou-se muito eficaz. Porque quando lemos "mulher" no El País, acolhemos de forma muito diferente a mesma notícia que sai no ABC, onde estas raparigas são nomeadas como "menores". As palavras escolhidas têm tanto poder, que nos forçam e quase nos obrigam a aceitar os pressupostos que implicam, influenciando finalmente a nossa percepção e opinião sobre o assunto. As palavras mandam, cuidado com as palavras.