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A mostrar mensagens com a etiqueta esquerda

sobre o populismo

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(Originalmente publicado no " Jacaré parado vira mala " no dia  30 de Junho de 2017) Estive esta semana no Estoril Political Forum, que é um encontro de ciência política que o Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa organiza anualmente. O título do encontro que durou 3 dias era “ Defending the western tradition of liberty under law ” e nele participaram distintos académicos, políticos, diplomatas, jornalistas e interessados em geral. Não pude ir a todas as apresentações que queria, mas houve um debate sobre o populismo que esteve um pouco perdido entre conceitos e autores que pouco ajudavam ao esclarecimento. E quanto a mim, a resposta era muito simples, bastava voltar a olhar para o título do forum: “defender a tradição ocidental da liberdade num Estado de Direito”. No entanto, o debate foi no sentido de definir o populismo como um ataque contra as instituições representativas e contra a diversidade cultural. Mas o populismo é um ataq...

a Conspiração volta em Setembro

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Vai ser muito difícil escrever alguma coisa de jeito antes de Setembro. Mas o regresso será com força e mais ideias. Este cartoon foi roubado ao blog " The Monkey Cage ". Bom Agosto!

mudar de condutor

Traduzido dos EUA 1952 para Portugal 2011: - Os socialistas fizeram erros, mas as intenções deles não são boas? - Bem, se o condutor da carrinha da sua escola vai contra um camião, bate num candeeiro da rua e despenha-se numa valeta... a questão não é se as suas intenções são boas. Temos de arranjar é um novo condutor.

grandes fotografias políticas (III)

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Dia 20 de Abril de 2007. Era o último dia da campanha eleitoral para eleger o novo Presidente da República Francesa. O conservador Nicolas Sarkozy e a socialista Ségolène Royal eram os favoritos para passar à segunda volta, e disputar a sucessão do presidente Jacques Chirac . Na altura, ambos estão próximos nas sondagens. Lembra-se onde é que Ségolène Royal passou o seu último dia de campanha? Eu não. Provavelmente fez umas arruadas, esteve num jantar com muitos militantes e alguns VIP's, e encerrou a campanha com o típico comício cheio de discursos inflamados e gente com bandeirinhas. O costume. Mas Nicolas Sarkozy não fez nada disso. Antes escolheu ir aos pântanos da Camarga, no sul de França, tirar umas fotografias montado num cavalo branco. Algumas destas fotografias percorreram mundo e são memoráveis. Contrastando com a feminilidade e beleza de Ségolène, Sarkozy quer mostrar-se viril, montando o cavalo branco entre os touros. Mas temos mais. Temos uma clara referência a Napo...

as mangas arregaçadas de Sócrates

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Sei que este postal não versa sobre conteúdos e propostas (o que mais importa para os eleitores), mas apenas sobre a imagem e as aparências que permitem a um candidato entregar melhor ou pior a sua mensagem ao público assistente. Comparemos José Sócrates e Barack Obama quando chegam a um comício. Barack Obama é naturalmente simpático, comunica bem e sem esforço. Sobe ao palco. Saúda o público. Despe o casaco. Arregaça as mangas da camisa. Sorri. Começa a falar. Diz primeiro como está contente por estar ali. Namora a plateia. A seguir conta uma piada. E depois de ganhar a simpatia do público, coloca a sua mensagem através de uma retórica brilhante, baseada principalmente no relato de histórias - storytelling . Faz pausas onde os aplausos imprimem mais ritmo e dinâmica ao seu discurso. Termina a sua exposição pedindo ao público qualquer coisa, seja dinheiro para a campanha, seja o voto, seja uma acção de apoio. Despede-se demoradamente e deixa-se tocar por todos quantos puderem alcançá-l...

quero menos impostos

- Querer menos impostos é saber que gasto melhor o meu dinheiro comigo do que o Governo. O Governo não devia gastar o meu dinheiro comigo, que para isso estou aqui eu, mas devia tomar conta das necessidades sociais que escapam da minha esfera de acção. E se o Governo deixar de ter essa ineficiente (e a maior parte das vezes ineficaz) preocupação de gastar o meu dinheiro comigo, eu não precisarei de pagar tantos impostos e poderei aplicar esse dinheiro muito melhor. A partir daqui derivam várias políticas e uma mudança profunda da nossa relação com o Estado e connosco próprios. Onde todos ganham : o Governo, menos preocupações e dores de cabeça; o Estado, mais sustentabilidade e futuro; quem precisa, melhor assistência e investimento de quem conhece os problemas de perto; e nós, mais responsabilidade e mais riqueza. -

340 mulheres abortaram 2 vezes ou mais em 2009

- Houve 340 mulheres que abortaram 2 vezes durante o mesmo ano de 2009 em Portugal. Nesse ano, o número total de bebés que ficaram por nascer foi de mais de dezanove (19) milhares. Notícia aqui . Há cidades com menos habitantes do que isso. -

a importância das palavras

As palavras criam molduras conceptuais no nosso raciocínio. Em Espanha foi aprovada no Congresso uma lei que deixa as menores de 16 anos abortarem sem a autorização dos seus pais. É interessante ver as palavras usadas na imprensa de direita e na imprensa de esquerda para definirem essas pessoas. A imprensa de direita fala de "meninas" e de "menores de idade". A imprensa de esquerda fala de "mulheres com menos de 16 anos". Esta última classificação parece quase tão ridícula como a lei, mas revelou-se muito eficaz. Porque quando lemos "mulher" no El País, acolhemos de forma muito diferente a mesma notícia que sai no ABC, onde estas raparigas são nomeadas como "menores". As palavras escolhidas têm tanto poder, que nos forçam e quase nos obrigam a aceitar os pressupostos que implicam, influenciando finalmente a nossa percepção e opinião sobre o assunto. As palavras mandam, cuidado com as palavras.