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como morre um bravo

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- Ceferino Giménez Malla foi domador de cavalos e cesteiro (fazia cestos artesanalmente), era espanhol, leigo da Ordem Franciscana Secular, e casado com a sua prima direita Teresa Giménez. Com 75 anos de idade, morreu fuzilado em plena guerra civil espanhola, em 1936, por tentar proteger um sacerdote que estava sendo ferozmente espancado por milicianos republicanos – rojos . Dizem os relatos que El Pelé , como era chamado, morreu de rosário na mão gritando: "Viva Cristo Rei!". Este acto de heroísmo é apenas uma amostra da vida santa que El Pelé levou. Por isso, este mártir foi beatificado por João Paulo II faz hoje 12 anos. - Dedico este pequeno postal biográfico a todos aqueles que dizem que não são racistas, a menos que se fale de ciganos. É que o bravo São Ceferino era cigano com muita honra em sê-lo, procurando sempre todos os pretextos para estabelecer pontes entre as nossas culturas. - São Ceferino, rogai por nós! -

elogio da amizade cívica

- Numa altura em que muitos portugueses se vêem gregos para aturar Sócrates, nada como trazer Aristóteles a este convívio conspirativo: - "É evidente que uma cidade que se torna cada vez mais unitária deixaria de ser cidade. Uma cidade é, por natureza, uma pluralidade e ao tornar-se ainda mais unitária, passará de cidade a casa, e de casa a homem individual, já que podemos afirmar que a casa é mais unitária do que a cidade, e o indivíduo mais do que a casa. Assim, mesmo que alguém pudesse conseguir isto, não o deveria fazer, dado que destruiria a cidade. Por outro lado, não só a cidade consiste numa pluralidade de indivíduos , como estes também diferem em espécie; uma cidade não nasce de indivíduos idênticos ." Aristóteles, Política , II, 1261a - "Na verdade, parece ser a amizade que mantém unidas as comunidades dentro dos Estados. Por isso que os legisladores se preocupam mais com ela do que com a própria justiça, porque almejam, por um lado, alcançar a concórdia, que ...

no carnaval da vida

- - Gostarias que eu fosse a tua gueixa, menino bom? - Sim, também. Mas, sobretudo, minha mulher. Vim a Tóquio propor-te casamento pela enésima vez. Desta vez convencer-te-ei, já te aviso. E, a propósito, desde quando é que andas de autocarro? O chefe dos Yakuza não te pode arranjar um carro com motorista e guarda-costas? - Mesmo que pudesse, não o faria - disse-me ela, sempre agarrada ao meu braço. - Seria ostentação, a coisa que os japoneses mais detestam. Aqui é mal visto uma pessoa diferenciar-se das outras, seja no que for. Por isso, os ricos disfarçam-se de pobres e os pobres de ricos. - in "Travesuras de la niña mala", de Mario Vargas Llosa -

a partida de um bravo

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- Richard John Neuhaus, 1936-2009 - - Dia 8 de Janeiro último, morreu aos 72 anos Richard John Neuhaus. - Apenas o conheci pelos livros e revistas, mas isso bastou para que se tornasse uma das pessoas mais marcantes da minha formação académica e política. - Filho de um ministro luterano, Neuhaus foi ele próprio pastor luterano até 1990, ano em que foi acolhido na Igreja Católica. Bastou um ano para que fosse ordenado sacerdote, e padre católico ficou até à morte. - Com louvável empenho no ecumenismo, contactou com papas, presidentes, padres, pastores, filósofos... - Fundou em 1990 a revista First Things, revista de Religião, Cultura e Vida Pública, cuja leitura vigorosamente recomendo. (versão digital: http://www.firstthings.com/ ) - Escreveu com Peter L. Berger, amigo e sociólogo, “ To Empower People: From State to Civil Society ”, onde defendeu o princípio da subsidariedade com exemplos prácticos em termos d’aquilo que podia ser feito com políticas públicas. Havia e há que devolver à...