Não me estou nas tintas para o papel
(Originalmente publicado no " Jacaré parado vira mala " no dia 7 de Abril de 2018) Há quem se sinta nu quando sai à rua sem relógio no pulso ou se vestiu as calças sem o cinto. Outros (tantos!) entram em curto-circuito se o telemóvel ficou esquecido algures . Eu há quatro coisas que trago sempre comigo: fio ao pescoço com medalhas e cruz ao peito, terço no bolso, caneta e bloco de notas A6 na mão . É assim há muitos anos, e mais recentemente trago também um pequeno canivete que a Margarida me deu. Ando, portanto, bem protegido com as armas da fé, pena e espada. Cidade de Samarcanda Agora estou a ver se gasto o meu actual bloco de notas , que não é grande espingarda pois absorve demasiado a tinta permanente e a sua aderência torna a minha letra desarmoniosa. Para as refinadas civilizações do Extremo Oriente que apreciam a arte da caligrafia, como a Chinesa e a Japonesa, o calibre do papel importa tanto c...