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grandes fotografias políticas (II)

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As 2 fotografias de hoje tratam de mostrar 2 tentativas de divinizar o líder político. Como se costuma dizer, são imagens que valem mais que mil palavras. Na primeira fotografia temos um Barack Obama com auréola, em p erfeito estado de santidade. O selo presidencial que está por trás, desfocado, contrasta com um presidente pensativo, de ar grave e sério. No seu cansaço, "Santo Obama" quase parece um mártir, enquanto assume uma vez mais o papel de conciliador e árbitro na cena internacional, reflectindo sobre a actual situação do Egipto. A fotografia é de dia 1 de Fevereiro e ilustra esta notícia da Agência Reuters. Nesta segunda fotografia, temos o presidente russo Dimitry Medvedev emoldurado pela hierarquia da Igreja Ortodoxa Russa. Medvedev ap arece no centro da Igreja Ortodoxa, porque assim tenta ser a sua política (recorde-se que 74 anos de comunismo não conseguiram destruir o cristianismo na Rússia, que o Estado agora volta a acarinhar). E Medvedev aparece na fotograf...

Presidenciais: as sondagens, os candidatos e o sistema

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Último dia de campanha eleitoral. As últimas sondagens dão Cavaco Silva a ganhar à primeira volta, com 54 a 64% dos votos. Mas mais para os 54 que para os 64. Manuel Alegre tem entre 15 e 25% das intenções de voto. Fernando Nobre, entre 9 e 13%. Francisco Lopes teria 3 a 8% dos votos. Defensor Moura, 1 a 2,6%. José Manuel Coelho, de 0,9 a 2,7%. Estas sondagens que misturo (Marktest, Intercampus, Eurosondagem, CESOP/Católica, e Aximage) apresentam, como vemos, números mínimos e máximos muito distantes entre si (de 10%, no caso dos dois primeiros candidatos). O semanário Sol resolveu esta questão fazendo uma média das sondagens, e que põe na capa do jornal de hoje. Duas coisas óbvias, para arrumar este assunto das sondagens: alguma estará mais acertada que as outras, mas ainda não sabemos qual. E o truque do Sol , já denunciado no blog Margens de Erro (onde encontramos todas as sondagens comentadas), também não merece muita credibilidade, pois faz uma média de amostras desiguais, recolh...

ensaio para uma reabilitação da raça

- As palavras têm vida própria. Surgem da necessidade de definir uma coisa ou de expressar uma ideia ou sentimento. Podem constituir-se de sons que têm foneticamente a ver com a coisa expressa (como o c’ÃO, que lembra o seu ladrar), ou podem ser construídas de forma mais lógica e racional. Uma coisa é certa, quando a palavra se forma parece ser esse o seu momento mais representativo da realidade que pretende ilustrar. E a partir daí, a palavra entra numa espiral descendente e sem retorno, em que não mais pára de se corromper, até ficar tão distante do objecto que é pelas gentes abandonada e cai em desuso. Se não morre, a expressão fica no mínimo moribunda, aguardando que alguém dela se recorde e a recupere. - Uma das velhinhas palavras que parece estar pela hora da morte é “raça”. Pudemos diagnosticar um sintoma dessa fatalidade no ano passado, no dia de Portugal e de São Camões. No seu discurso, o Presidente da República tentou reabilitar o termo e invocou o “dia da Raça”, como outror...