Do meio: eleições autárquicas em Portugal
domingo, 21 de janeiro de 2018
A semana que passou - uma mão cheia de coisas
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sexta-feira, 30 de junho de 2017
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terça-feira, 28 de junho de 2011
o povo em tempos de crise

quarta-feira, 22 de junho de 2011
o discurso de Passos Coelho

quinta-feira, 9 de junho de 2011
a brasileira da campanha do PSD

Hoje, a responsável pelo marketing da campanha do PSD vem dar uma entrevista ao jornal Sol, de onde tiro apenas esta sua resposta:
Tentou modelar Passos Coelho?
Não. O que se fez foi potenciar o que ele tinha de bom. O mais interessante desta campanha é que o ‘não-marketing’ foi o grande marketing. Não trabalhámos Passos Coelho e deixámo-lo o mais natural possível. Porque é um candidato consistente, ainda que pouco conhecido. Mas, ao mesmo tempo, tínhamos outros dois candidatos, Sócrates e Portas, que eram excessivamente marketing. Eram sound-bytes demais. Essa autenticidade de Passos Coelho foi uma mais-valia. É uma circunstância positiva: tínhamos um candidato com conteúdo, com histórico, que sabia como falar com as pessoas, principalmente na rua, com um discurso próprio e formatado. Foi muito mais ele a contribuir para que nós só déssemos forma às coisas do que o marketing a interferir directamente. Se Passos Coelho tivesse um perfil mais artificial não teria avançado tão rapidamente.
- No dia 15 de Maio escrevi:
"Passos Coelho também tem feito vários erros de comunicação e imagem. Mas estes erros não o têm afectado tanto como a Sócrates. A diferença entre Passos Coelho e Sócrates, neste aspecto, é que Passos Coelho tem errado dentro da sua genuinidade, o que a gente desculpa e até compreende. Já Sócrates parte numa situação mais delicada, pois representa neste momento um personagem que não é ele próprio e, sempre que erra, essa incoerência salta à vista. A grande comodidade de Passos Coelho em relação a Sócrates e a Portas é que a personagem que encarna ainda não saiu de dentro de si. E para se aguentar assim, Passos Coelho terá de cultivar a humildade." - No dia 3 de Junho escrevi nos comentários que se seguiram ao postal:
"Claro que houve erros, há sempre, mas não houve erros grosseiros. Por outro lado, também não podemos dizer que a campanha do PSD tenha tido grandes rasgos de criatividade. Não arriscaram, jogaram pelo seguro e tentaram manter a autenticidade do candidato: muito dialogante e explicativo."
e
"As qualidades pessoais de Passos Coelho (mais que as propostas políticas) permitiram-lhe ser a solução do "bom senso" para os problemas que os portugueses atravessam. A realidade e o bom senso em contraste com os líderes dos partidos que podem disputar eleitorado com ele. Tanto Sócrates como Portas representam personagens que já há muito descolaram da realidade." - E no dia 6 de Junho escrevi:
"Pedro Passos Coelho conquistou o voto pela personalidade simpática e autêntica, e por isso confiável."
No fim de contas, Alessandra mais que cumpriu com os objectivos da campanha. Atribui com humildade o mérito da vitória a quem de direito, que é Passos Coelho. Calou os seus críticos. E volta para casa com uma grande vitória eleitoral no seu curriculum.
- vencedores, derrotados, surpresas e expectativas
- os erros da máquina de campanha mais elogiada
- as mangas arregaçadas de Sócrates
- Rodrigo Saraiva, do blog PiaR, também escreve sobre Alessandra aqui.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
vencedores, derrotados, surpresas e expectativas
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Artigos relacionados...
- os erros da campanha mais elogiada (atenção aos comentários)
- as mangas arregaçadas de Sócrates
- alvo certo, mira torta
- prémio rosa murcha (I)
- mudar de condutor
... sobre as políticas socialistas: - só-cretinices
- pela ética da convicção, contra o voto útil
- a criminalidade e os bairros sociais em análise
... sobre os impostos: - quero menos impostos
- ainda sobre os impostos
... sobre as sondagens: - a melhor sondagem é a que não se publica
- presidenciais: as sondagens, os candidatos e o sistema
... sobre a abstenção: - o abstencionista
... e sobre tudo: - as salsichas e as leis
- a família - um valor a defender
- da humildade
sexta-feira, 3 de junho de 2011
os erros da máquina de campanha mais elogiada
- vale a pena ler aqui os interessantes comentários a este post.
- o consultor Renato Póvoas também escreve sobre a possibilidade de o MEP eleger Rui Marques e a curiosidade acerca do impacto dos seus debates na TV, no seu blog Relações Públicas Sem Croquete.
- e como há imagens que valem mais que mil palavras, recomendo este cartoon do grande blog do cartoonista Henrique Monteiro, HenriCartoon.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
mudar de condutor
domingo, 15 de maio de 2011
as mangas arregaçadas de Sócrates


sexta-feira, 15 de outubro de 2010
grandes fotografias políticas (I)

segunda-feira, 29 de junho de 2009
pela ética da convicção, contra o voto útil


A dificuldade de muitas das nossas decisões não está em optar entre o bem e o mal, mas entre o ideal e o pragmático, o sentimento e a razão, a convicção e a responsabilidade. Este dilema ético acompanha qualquer pessoa nas suas escolhas ao longo da vida. Como deve ser a minha conduta? A minha ética é a da convicção ou a da responsabilidade? Umas vezes uma, outras vezes outra? Tentar arranjar um equilíbrio entre ambas, tal como sugere Max Weber, não será contaminar a pureza da ética da convicção e torná-la sempre, inevitavelmente, numa ética da responsabilidade?
-
Lembro que José Sócrates, na práctica do auto-elogio em que recorre, disse que decidira que o Tratado de Lisboa não iria a referendo em Portugal por uma questão de ética da responsabilidade. Ou seja, para quem crê no valor da democracia ou no valor de honrar a palavra dada na campanha eleitoral, o sr engenhoso preferiu iludir esses valores a arriscar-se a ver o seu Tratado chumbado em referendo. Assim, sou pela ética da convicção em tudo, o mais possível, sem qualquer concessão e defendendo só aquilo em que acredito. Considero até um pouco descabido chamar "ética" à segunda hipótese. É por exemplo pela ética da convicção que desprezo qualquer apelo ao voto útil que façam os dois partidos do poder, ou os cinco da assembleia. Se nalgum deles votar, nunca será por esse repelente argumento, mas pelas suas propostas, ideologias (porque ainda as há), e pessoas. Pode-se dizer que, quem concorda mais com um partido numas eleições e vota noutro porque pensa ser mais útil assim, está-se alinhando por uma ética da responsabilidade (nada a fazer, a designação do Weber é mesmo esta...).
Defender a ética da convicção é proteger a pureza da verdade a todo o custo, numa atitude próxima do irrepreensível. O protagonista deste filme podia ter-se casado com a mulher que amava, ter-se livrado do fidagal inimigo, e ter-se tornado no seguinte Rei de Jerusalém, mantendo uma amigável paz com Saladino, e tudo isto se tivesse dito um simples "sim" ao seu rei. Mas preferiu dizer "não", apenas porque não concordou com o método traiçoeiro de afastar o seu pior inimigo para resolver todos os seus problemas e os do reino. É por isso que considero Balian um dos mais virtuosos heróis que o cinema produziu nos últimos tempos. E se alguém pensa que Balian escolheu a solução que lhe dava menos problemas, está redondamente enganado. Desde quando é que agir conforme a consciência é o caminho mais fácil?
quinta-feira, 14 de maio de 2009
prémio rosa murcha - I
terça-feira, 12 de maio de 2009
a criminalidade e os bairros sociais em análise
sexta-feira, 13 de março de 2009
as tabernas do século XXI
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
alvo certo, mira torta
As investigações jornalísticas ao “Caso Fripór” (Freeport?) e todos os ataques pessoais à credibilidade de José Sócrates, só têm tido o reverso e indesejável efeito: ajudar o Primeiro-Ministro a consolidar a sua privilegiada posição nas sondagens, nomeadamente face ao PSD, seu mais directo concorrente.
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Como é possível? É possível. É possível porque as pessoas pouco ligam se um governante é mais ou menos corrupto, ou mais ou menos honesto, desde que os seus direitos, crenças e economias não lhes sejam tirados às claras ou em reconhecível quantidade. As pessoas desculpam favorecimentos aos amigos e à família do titular de um cargo, mas não perdoam uma brusca subida de impostos. A gente fecha os olhos a desvios éticos, mas não esquece a perda substantiva do poder de compra.
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Sejamos claros, este Governo é perigoso e o Primeiro-Ministro uma nódoa. Contudo, a oposição partidária e jornalística ainda não acertou no alvo. Enquanto se fala de fripórs, licenciaturas, faxes, projectos indevidamente assinados, e outros, estão sendo aprovadas socretinas leis que violam o direito das pessoas à privacidade (colocando chips controleiros nos cartões de identidade e nas matrículas dos carros; limitando a liberdade de expressão nos blogues, ou até no Carnaval de Torres; etc.); o assassino direito ao aborto sem qualquer justificação passou a existir; a obrigatoriedade de educação sexual nas escolas foi aprovada entre a 1ª classe e o 12º ano.
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Preparam-se ainda outras políticas da morte, que contemplam por exemplo o direito à eutanásia, o casamento para homossexuais, a liberalização do divórcio, o alargamento do direito ao aborto. Continua a perseguição inaceitável a entidades como a Igreja ou o povo da ilha da Madeira, apenas porque nelas há pessoas que ousam falar de forma desalinhada em relação ao mainstream ideológico instalado em São Bento.
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Chegou a hora de pedir contas ao Governo por todas as promessas que ficaram muito aquém de se realizar (os 150.000 novos empregos, o grandioso choque tecnológico, a baixa dos impostos, a saída da cauda da UE..., ..., ...), mas insistimos em pôr a tónica na crítica aos computadores Magalhães, na JP Sá Couto, no curso de engenharia na Universidade Independente, na compra da casa de Sócrates na Rua Braamcamp, ou no "Caso Fripór".
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Quem quer fazer oposição a sério a Sócrates e ao PS, deve focar-se mais no ataque às perigosas políticas do albicastrense que na crítica da sua honradez, ou falta dela. Se houver falcatruas, pagam (eventualmente) as pessoas que as fizeram; só que, pelas políticas erradas, irresponsáveis, ou até perversas, pagamos todos nós. Aqueles que atacam a integridade moral de Sócrates, apenas se habilitam a que ele se sinta mais frágil. No entanto, aqueles que atacarem as suas políticas farão com que mais portugueses possam sentir o nocivo que é continuar a ter este Governo como nosso. Lembro que somos nós, os portugueses, quem escolhe o Governo este ano. Tem-se apontado ao alvo certo, mas com a mira torta.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
só-cretinices

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
elogio da amizade cívica
Aristóteles, Política, II, 1261a
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"Na verdade, parece ser a amizade que mantém unidas as comunidades dentro dos Estados. Por isso que os legisladores se preocupam mais com ela do que com a própria justiça, porque almejam, por um lado, alcançar a concórdia, que é algo de semelhante à amizade, e por outro procuram expulsar o mais possível a discórdia, como uma forma de ódio. Se entre amigos não é necessária a justiça, entre os justos é necessária a amizade. Pois, entre os justos parece haver uma forma extrema de amizade. A amizade não é, então, apenas uma das coisas necessárias à existência humana, mas é também bela. Assim, louvamos os que são amigos dos seus amigos, pois ser amigo de muitas pessoas parece uma das coisas mais belas que existem. Muitos pensam ainda que é a mesma coisa, ser um bom homem e ser um bom amigo."
Aristóteles, Ética a Nicómaco, VIII, 1155a
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"Acreditamos que a amizade é o maior dos bens para as cidades porquanto pode ser o melhor meio de evitar revoltas."
Aristóteles, Política, II, 1262b



