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Proponho que o direito ao voto seja um direito conquistado, e não apenas dado a quem faz 18 anos e simplesmente se dirige à Junta de Freguesia para preencher os papéis em cinco minutos. O direito ao voto conquistar-se-ia fazendo 50 horas de trabalho comunitário, ou de serviço social.
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A lista de oportunidades seria muito ampla, à escolha do cidadão que quer votar pela primeira vez: pode ser o voluntariado numa ONG, num lar de idosos, em visitas a prisões, na sopa dos pobres, no Dia da Defesa Nacional, em serviços de limpeza, ou de jardinagem pública, e por aí fora. 50 horas passam num instante, é por exemplo um fim-de-semana dedicado a uma causa.
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O voto seria assim mais informado e consciente. O facto de ser conquistado e não apenas dado tornaria o voto mais valioso para o eleitor que o usa ou dele prescinde. Isto porque o voto e a abstenção têm de significar algo de mais concreto do que aquilo que hoje em dia significam, que é muito... e também é nada.
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