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A semana que passou - uma mão cheia de coisas

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(Originalmente publicado no " Jacaré parado vira mala " no dia 2 de Outubro de 2017) A mão cheia compõe-se da palma mais os cinco dedos com que tamborilo neste teclado. E com eles se conta numa penada a semana que passou: Mindinho: o caso do roubo do paiol de Tancos Continua o caso do roubo de armas de Tancos sem desenvolvimentos nem solução, e apenas se discute se há relatório ou ainda não. Como assim? Dizia o famoso poeta e gastrónomo Chinês Su Shi 苏轼 (1037-1101) que " As famílias, quando uma criança nasce, querem que ela seja inteligente. Eu, que pela inteligência me tenho prejudicado a vida toda, apenas espero que a criança seja ignorante e estúpida. Assim, terá uma vida tranquila e será um Ministro com gabinete. " Não é preciso dizer mais nada. Anelar: a malograda tentativa de referendo na Catalunha Há muitos ângulos por onde abordar a questão. Barcelona e Madrid, ambos, estão cheios de razão e da falta dela. Não me interessa entrar por aí. ...

notas sobre a campanha na Escócia

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Amanhã, os Escoceses v ã o poder decidir sobre a sua independ ê ncia ou perman ê ncia no Reino Unido. Os Ingleses, que tem uma tradi çã o democrática muito mais enraízada do que por exemplo os Espanhóis (n ã o se lhes fale dum referendo semelhante para Catal ã es ou Bascos), assim o permitiram. Queriam arrumar o assunto e dá-lo por encerrado para os próximos 300 anos. Mas, ao invés de termos uma campanha descansada para os unionistas - como Londres erradamente previa no início -, vemos em vez disso as sondagens disputadas taco a taco. Bandeira Escocesa com a cruz de Santo André,  padroeiro da Escócia O que é que aconteceu de especial para que as inten çõ es de voto fossem afunilando tanto nas últimas semanas? A principal raz ã o é que os independentistas liderados pelo First Minister Escoc ês Alex Salmond (do Scottish National Party) fizeram uma excelente campanha, sem espinhas nem erros comprometedores, apelando ao cora ção dos Escoceses, ao destino da sua ...

a emoção nas campanhas políticas

A política atingiu níveis de confiança tão baixos, que apenas apresentar as propostas e o programa já não chega. As pessoas não lêem programas eleitorais, e muito poucas sabem dizer claramente quais as propostas de cada partido ou candidato. Agora, os políticos têm de chamar primeiro a atenção dos eleitores, convencê-los que vale a pena serem ouvidos. Precisam de se mostrar mais humanos e de conquistar o eleitorado pela emoção. Os políticos vêm-se obrigados a seduzir para serem ouvidos, e depois então a apresentar as propostas. Chegar ao eleitor primeiro pelo coração, e depois pela razão. Chegar ao coração dos eleitores através de uma ligação emotiva que aparentemente nada tem que ver com a política. Mas tem. Foi o que a CiU, partido nacionalista conservador catalão, tentou neste spot . A mensagem é de esperança num novo começo.

os dois noivos que a vida separou

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- Galiza, Catalunha, Navarra, Andaluzia, Bascos, Levantinos, ao correr da história, pouco mais do que escravos de escravos: porque escravidão, no fim de contas, pelo que respeita a degradação humana, age para os dois lados, para o lado do opressor e para o lado do oprimido. Com uma grande vantagem a favor das regiões periféricas: é que, vencidas, jamais se submeteram; e, no momento oportuno, se poderão comportar como nações livres [livres, do centralismo castelhano] que jamais renegaram a sua liberdade e jamais, abandonando seus mortos, desistiram da luta. E aqui, ao que me parece, se insere a grande façanha de Portugal. O que Portugal fez de maior no mundo não foi nem o descobrimento, nem a conquista, nem a formação de nações ultramarinas: foi o ter resistido a Castela. O ter mantido, através de sangue e fogo, o princípio de independência dos territórios periféricos. E o ter mostrado, naquilo que cabia em suas forças, e mais do que isso, porque verdadeira história só se faz assim, naq...