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A esperança em The Great Dictator

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     Continua a mexer connosco The Great Dictator, um clássico de Charlie Chaplin estreado em 1940, um ano após o início da Segunda Guerra Mundial. Este fim-de-semana o filme foi projectado no auditório do Teatro Camões com música tocada ao vivo pela Orquestra Sinfónica Portuguesa do Teatro Nacional de São Carlos e conduzida pelo maestro Timothy Brock.      Já não terá sido fácil um actor ajustar o ritmo dos seus movimentos à música da banda sonora do filme, mesmo se composta por si. Empresa mais difícil é uma grande orquestra acertar a música com o ritmo dos movimentos de Charlot. O maestro e a orquestra transmitiram as emoções certas em cada nota da banda sonora, na alegria da Dança Húngara n.º 5 de Brahms na cena do barbeiro com o cliente, ou no encantamento delicado do Prelúdio de Lohengrin de Wagner, na cena da dança do globo terrestre e na do discurso final.      Como acontece em outros filmes, Charlie Chaplin fez quase tudo: produz...

O vau

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(Originalmente publicado no " Jacaré parado vira mala " no dia 22 de Janeiro  de 2018) Há uns meses que o meu carro de família é um Ford. Gosto dos EUA, tenho os automóveis americanos em boa conta, e a caligrafia no logotipo da Ford transporta-me para tempos mais antigos em que Henry Ford fundou a sua empresa e introduziu novas prácticas industriais que fizeram escola até hoje. E já que ando num Ford, pensei que devia ir à procura do significado deste apelido. Claro que fui deixando essa tarefa para mais tarde, mas o nome saltava-me à vista de vez em quando. Com o mesmo apelido, apareceram-me outros notáveis como o 38º Presidente dos EUA Gerald Ford, os realizadores John Ford e Francis Ford Coppola, o actor Harrison Ford e outros. E com um nome mais composto, o elemento “ford” também aparecia em Robert Redford ou no nosso Marquês de Campo Maior, também conhecido por William Carr, Visconde de Beresford. Dinsford - "Os 101 Dálmatas" Vendo os an...

grandes fotografias políticas (IV)

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Para além da expressão nas caras, o que têm estes políticos em comum? Têm em comum que traíram as suas mulheres, tentaram esconder os seus comportamentos, e mentiram ao povo. Negaram primeiro, inventaram alibis e mentiram. Enfrentaram processos para serem demitidos. Finalmente, só perante a certeza das provas apresentadas das suas infidelidades e perante o mais que provável fim da carreira política, apresentaram desculpas públicas às suas mulheres e aos eleitores. Da direita para a esquerda e de cima para baixo: Anthony Weiner (Congressista de Nova Iorque), James McGreevey (ex-Governador de Nova Jérsia), Eliot Spitzer (ex-Governador de Nova Iorque), John Ensign (ex-Senador do Nevada), Bill Clinton (ex-Presidente dos EUA), e Eric Massa (ex-Congressista de Nova Iorque). A expressão em todas estas caras exibe culpa, vergonha, tristeza e desapontamento face às circunstâncias. Mais que isso, há neles desgosto e raiva por verem uma carreira que tanto trabalho lhes deu a construir, cair na la...

o futuro do cristianismo

- A Verdade não muda, resiste e continua pelos séculos. Mas parece ser que o futuro do cristianismo como grande religião passa cada vez mais por converter os asiáticos, que são os Bárbaros do século XXI, e que dominarão esta civilização decadente e sem valores, comparável à Grécia e à Roma dos piores tempos. Ou nos tornamos verdadeiramente conscientes da guerra cultural em que vivemos e travamos esta espiral de perda de valores e de relativismo moral... ou o melhor é começarmos a estudar as culturas chinesa, hindu e árabe. Os maiores inimigos da civilização ocidental não estão fora, mas dentro e muito activos - em várias frentes, uma das quais a legislativa. -

o tamanho conta?

- Os defensores da liberdade abortiva até às 10 semanas lembram-me alguns protectores dos animais que conheço: protegem a qualidade de vida dos toiros e elefantes tão eloquentemente que nem dão pelas formigas que pisam e esmagam durante seus discursos. - É maior a vida do cão Serra-da-Estrela que a de uma aranha? Não, só se for no tamanho, porque se pensarmos vemos que se trata apenas de duas vidas animais. A diferença entre a criança de 9 semanas e a de 8 meses, e a que já teve a graça de nascer? É apenas uma estética diferença de tamanho. - Esta é a dura realidade instalada por trás da argumentação dos liberais pró-escolha do aborto: - - - Matem-nos! Desfaçam-se deles enquanto são pequeninos e quase não se vêem! - - Sim senhor. E depois, o que será de nós? - - Shhh... depois... olhem, depois não façam muito alarido. Se os miúdos não se queixam, não somos nós que vamos complicar a vida das pessoas, né ? Oiçam i-Pod muito alto, assobiem para o lado, liguem a telenovela ou vão à bola, a...

maquiavélicos casamenteiros

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- Ontem estava a ver os Prós&Prós da RTP sobre os casamentos para homossexuais, e por várias vezes me lembrei de um antigo conspirador de outras freguesias: Nicolau Maquiavel. O florentino defendeu uma atitude diferente na vida política, onde o que interessa é desenvolver uma nova virtude que responda à verdade efectiva das coisas , e nada mais. Resumindo, Maquiavel sugeriu-nos que trocássemos o "dever ser" pelo "ser", baixando drasticamente o nosso horizonte, que antes se fixava na moralidade proposta pelos antigos que buscavam o Sumo Bem (o nosso Bem Comum é o descendente deste conceito), e que agora se devia concentrar no concreto do quotidiano, naquilo que realmente acontece na vida terrena - a tal verità effettuale que o autor destacava... - Assim, Maquiavel criticou a virtude dos antigos , por nunca conseguir atingir plenamente o fugidio Sumo Bem , sendo esta virtude apenas ingenuamente boa. Era preciso uma nova virtù. Isabel Moreira, ontem a maquiavé...