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Michael Jackson (1958-2009)

- Have you seen my Childhood? I'm searching for the world that I come from 'Cause I've been looking around In the lost and found of my heart... No one understands me They view it as such strange eccentricities... 'Cause I keep kidding around Like a child, but pardon me... - People say I'm not okay 'Cause I love such elementary things... It's been my fate to compensate, for the Childhood I've never known... - Have you seen my Childhood? I'm searching for that wonder in my youth Like pirates in adventurous dreams, Of conquest and kings on the throne... - Before you judge me, try hard to love me, Look within your heart then ask, Have you seen my Childhood? - People say I'm strange that way 'Cause I love such elementary things, It's been my fate to compensate, for the Childhood I've never known... - Have you seen my Childhood? I'm searching for that wonder in my youth Like fantastical stories to share The dreams I would dare, watch me...

ensaio para uma reabilitação da raça

- As palavras têm vida própria. Surgem da necessidade de definir uma coisa ou de expressar uma ideia ou sentimento. Podem constituir-se de sons que têm foneticamente a ver com a coisa expressa (como o c’ÃO, que lembra o seu ladrar), ou podem ser construídas de forma mais lógica e racional. Uma coisa é certa, quando a palavra se forma parece ser esse o seu momento mais representativo da realidade que pretende ilustrar. E a partir daí, a palavra entra numa espiral descendente e sem retorno, em que não mais pára de se corromper, até ficar tão distante do objecto que é pelas gentes abandonada e cai em desuso. Se não morre, a expressão fica no mínimo moribunda, aguardando que alguém dela se recorde e a recupere. - Uma das velhinhas palavras que parece estar pela hora da morte é “raça”. Pudemos diagnosticar um sintoma dessa fatalidade no ano passado, no dia de Portugal e de São Camões. No seu discurso, o Presidente da República tentou reabilitar o termo e invocou o “dia da Raça”, como outror...