sexta-feira, 27 de maio de 2011
mudar de condutor
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
grandes fotografias políticas (II)
Na primeira fotografia temos um Barack Obama com auréola, em perfeito estado de santidade. O selo presidencial que está por trás, desfocado, contrasta com um presidente pensativo, de ar grave e sério. No seu cansaço, "Santo Obama" quase parece um mártir, enquanto assume uma vez mais o papel de conciliador e árbitro na cena internacional, reflectindo sobre a actual situação do Egipto. A fotografia é de dia 1 de Fevereiro e ilustra esta notícia da Agência Reuters.


Já na Europa Ocidental continental, há um grande cuidado em separar a Política da Religião, seja devido a complexos de reconhecer as nossas origens religiosas e culturais, seja por causa do jacobinismo público e manifesto de certos "arquitectos" do politicamente correcto. A questão das fronteiras e áreas comuns entre a Política e a Religião fica para outro dia, mas aqui interessa recordar a muito recente campanha presidencial portuguesa.
As campanhas eleitorais também são feitas de sugestões, falam com emoção e razão, para o coração e para a cabeça do eleitor, transmitem algumas mensagens claras, mas também outras que se insinuam só para registo do subconsciente do votante.
A campanha de Cavaco Silva, não abordando directamente a questão religiosa, viu-se várias vezes obrigada a sugerir a religiosidade do candidato para tentar convencer algum eleitorado católico desiludido. Podemos ver isso, por exemplo, neste tempo de antena transmitido na TV, nomeadamente entre os 2m30s e os 2m40s: várias pessoas dizem em conjunto que vão votar Cavaco Silva, num tom e ritmo que insinua que podiam estar a rezar... e este é apenas um exemplo entre muitos que podemos encontrar na sua campanha.
Desta série, ver também: grandes fotografias políticas (I).
quinta-feira, 30 de abril de 2009
algumas virtudes d'um chefe de família
Passo quase todo o dia fora de casa, ocupado em assuntos alheios, e o resto do tempo passo-o com a família, por isso que o tempo que fica para mim, isto é, para a correspondência, é nenhum.segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
alvo certo, mira torta
As investigações jornalísticas ao “Caso Fripór” (Freeport?) e todos os ataques pessoais à credibilidade de José Sócrates, só têm tido o reverso e indesejável efeito: ajudar o Primeiro-Ministro a consolidar a sua privilegiada posição nas sondagens, nomeadamente face ao PSD, seu mais directo concorrente.
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Como é possível? É possível. É possível porque as pessoas pouco ligam se um governante é mais ou menos corrupto, ou mais ou menos honesto, desde que os seus direitos, crenças e economias não lhes sejam tirados às claras ou em reconhecível quantidade. As pessoas desculpam favorecimentos aos amigos e à família do titular de um cargo, mas não perdoam uma brusca subida de impostos. A gente fecha os olhos a desvios éticos, mas não esquece a perda substantiva do poder de compra.
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Sejamos claros, este Governo é perigoso e o Primeiro-Ministro uma nódoa. Contudo, a oposição partidária e jornalística ainda não acertou no alvo. Enquanto se fala de fripórs, licenciaturas, faxes, projectos indevidamente assinados, e outros, estão sendo aprovadas socretinas leis que violam o direito das pessoas à privacidade (colocando chips controleiros nos cartões de identidade e nas matrículas dos carros; limitando a liberdade de expressão nos blogues, ou até no Carnaval de Torres; etc.); o assassino direito ao aborto sem qualquer justificação passou a existir; a obrigatoriedade de educação sexual nas escolas foi aprovada entre a 1ª classe e o 12º ano.
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Preparam-se ainda outras políticas da morte, que contemplam por exemplo o direito à eutanásia, o casamento para homossexuais, a liberalização do divórcio, o alargamento do direito ao aborto. Continua a perseguição inaceitável a entidades como a Igreja ou o povo da ilha da Madeira, apenas porque nelas há pessoas que ousam falar de forma desalinhada em relação ao mainstream ideológico instalado em São Bento.
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Chegou a hora de pedir contas ao Governo por todas as promessas que ficaram muito aquém de se realizar (os 150.000 novos empregos, o grandioso choque tecnológico, a baixa dos impostos, a saída da cauda da UE..., ..., ...), mas insistimos em pôr a tónica na crítica aos computadores Magalhães, na JP Sá Couto, no curso de engenharia na Universidade Independente, na compra da casa de Sócrates na Rua Braamcamp, ou no "Caso Fripór".
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Quem quer fazer oposição a sério a Sócrates e ao PS, deve focar-se mais no ataque às perigosas políticas do albicastrense que na crítica da sua honradez, ou falta dela. Se houver falcatruas, pagam (eventualmente) as pessoas que as fizeram; só que, pelas políticas erradas, irresponsáveis, ou até perversas, pagamos todos nós. Aqueles que atacam a integridade moral de Sócrates, apenas se habilitam a que ele se sinta mais frágil. No entanto, aqueles que atacarem as suas políticas farão com que mais portugueses possam sentir o nocivo que é continuar a ter este Governo como nosso. Lembro que somos nós, os portugueses, quem escolhe o Governo este ano. Tem-se apontado ao alvo certo, mas com a mira torta.
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domingo, 22 de fevereiro de 2009
quando há fé e boa vontade...
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... tudo se consegue. Mesmo quando somos pequenos, é possível contagiar os outros com o bom exemplo. Mesmo quando nos achamos sozinhos, podemos ser o princípio de esforços que se unem. Yes we can.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Obama, ou a vitória da "causa dos direitos civis"
J.F. Kennedy terá dito a Martin Luther King que, antes do fim do século XX, um negro chegaria à presidência dos Estados Unidos. Ontem cumpriu-se meia profecia – a sua promessa do homem na lua antes da década de 60 terminar foi cronologicamente mais certeira. Em boa verdade, JFK e o Dr. King são os grandes testadores da oportunidade política que Obama herdou.JFK, democrata dotado de grande oratória e capacidade de liderança, mostrou com o seu exemplo que os católicos também podem ser presidentes dos EUA, sem que a sua ligação moral a Roma prejudique a independência exigida no exercício das funções presidenciais. Foi uma barreira derrubada, e os católicos norte-americanos agradecem.
Kennedy igualmente apoiou política e pessoalmente a causa dos direitos civis - civil rights movement -, brilhantemente encabeçada por Martin Luther King. King possuía um discurso empolgante e, no seu idealismo, não se limitou a sonhar, actuou e deu o corpo pela igualdade de direitos até à morte.
Barack Obama representa a realização concreta do sonho dos mártires Dr. King e J.F. Kennedy, bem como de todos aqueles que lutaram pela igualdade de direitos na América. O novo presidente dos Estados Unidos é um excelente orador. No entanto, a sua maior herança não é a entusiasmante capacidade discursiva de JFK ou King, mas a oportunidade de mostrar que naquele país os africano-americanos têm os mesmos direitos que as outras raças, tal como Luther King quis, e tal como Kennedy mostrou que os católicos têm os mesmos direitos que as outras religiões.Muitas análises podem ser feitas acerca dos planos políticos de Obama para o futuro da América e do Mundo, mas para compreender os seus efeitos prefiro esperar um ano. O que realmente faz deste um momento histórico é a viragem definitiva de mais uma página do preconceito humano e, uma vez mais, foi a América que inaugurou uma nova etapa na igualdade de oportunidades, na vida das pessoas, e na política em geral.
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