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Carta aos líderes do PSD, CDS e PPM e aos Deputados eleitos da AD

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Lisboa, dia 17 de Março de 2024 Exmos. Senhores Líderes do PSD, do CDS e do PPM, Exmos. Senhores Deputados Eleitos da AD,   Desde a noite das últimas eleições que oiço com perplexidade alguns dirigentes e ilustres dos vossos partidos a sugerir a necessidade de se negociar com o Chega uma solução de Governo.   Estará na altura da AD pensar de outra maneira? Será tempo de desfazer determinada cerca sanitária? Terá a força de um milhão transformado propostas infames e irreconciliáveis em ideias aceitáveis?   Não faz sentido colocar qualquer destas perguntas àqueles que foram eleitos em condições muito bem definidas pelos próprios. A única via digna é honrarem a palavra dada, este compromisso que assumiram diante dos eleitores, até ao fim do vosso mandato.   Eu votei na AD nessa condição. Nasci em 1986, sou casado e tenho três filhos. Vivo em Portugal e já vivi fora. Prezo muito a liberdade e a democracia que temos, princípios que gostaria de ver cada v...

o direito ao voto revisto pel'A Conspiração

- Proponho que o direito ao voto seja um direito conquistado, e não apenas dado a quem faz 18 anos e simplesmente se dirige à Junta de Freguesia para preencher os papéis em cinco minutos. O direito ao voto conquistar-se-ia fazendo 50 horas de trabalho comunitário, ou de serviço social. - A lista de oportunidades seria muito ampla, à escolha do cidadão que quer votar pela primeira vez: pode ser o voluntariado numa ONG, num lar de idosos, em visitas a prisões, na sopa dos pobres, no Dia da Defesa Nacional, em serviços de limpeza, ou de jardinagem pública, e por aí fora. 50 horas passam num instante, é por exemplo um fim-de-semana dedicado a uma causa. - O voto seria assim mais informado e consciente. O facto de ser conquistado e não apenas dado tornaria o voto mais valioso para o eleitor que o usa ou dele prescinde. Isto porque o voto e a abstenção têm de significar algo de mais concreto do que aquilo que hoje em dia significam, que é muito... e também é nada. -

o abstencionista

- Não me digam que abstenção é voto de protesto. Não é! Os abstencionistas são conformistas, nem que seja por se conformarem com o seu inconformismo. Deixam a decisão para os outros. No limite, os abstencionistas são os cidadãos mais felizes...! Confiam tanto nos seus representantes e instituições, que se dão ao luxo de se preocuparem somente com a esfera privada de suas vidas. Votar é-lhes um esforço inútil, porque qualquer resultado lhes agrada. A mim não, e por isso voto. -