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em defesa da grandiosidade de Portugal

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(publicado originalmente no Ingovernáveis )   A 11 de Novembro foi publicado aqui no Ingovernáveis uma interessante reflexão de João Diogo R. P. G. Loureiro intitulada “ Great Again : nota incompleta sobre a «grandeza» dos países”. O texto versa sobre a finalidade dum país, o que dele esperamos e a qualidade da sua resposta. Venho com esta resposta concordar com algumas premissas ali expostas, discordar doutras e, onde posta em causa a grandiosidade de Portugal, defendê-la. Estou com o clichê: Portugal é um pequeno grande país. Mas tenho de esclarecer  a priori  que entendo o grande de “great” como grandioso. Quando o presidente cessante dos EUA diz querer tornar a América “great again”, ele não estará a propor conquistar novos territórios ao México ou ao Canadá para aumentar a grandeza do seu país, mas apela à recuperação duma suposta grandiosidade perdida. A grandeza dum país remete-nos para dimensões relativamente tangíveis, apesar dos quilómetros quadrados de terra at...

retratos sobre Portugal e a emigração

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Já vivi fora, estudei em Espanha e nos Estados Unidos, e trabalhei em Barcelona. Decidi voltar para Portugal por várias razões. É aqui que vivo actualmente. A propósito, lembro-me de duas entrevistas de trabalho a que fui há uns meses atrás, cá em Lisboa. Numa, o entrevistador perguntou-me surpreendido porque é que voltei para Portugal nesta altura de crise. Na outra, perguntaram-me porque é que fui fazer o mestrado lá fora e não cá, e dessa vez quem ficou surpreendido fui eu. Mas, infelizmente, as pessoas que pensam como este último homem não são tão poucas quanto isso. Será que vivem no mesmo país que eu? Conheci este vídeo acima reproduzido através de um post n' O Cachimbo de Magritte . Identifico-me com tudo o que este precioso trabalho da Fundação Calouste Gulbenkian mostra, está muito bem feito e vale a pena vê-lo até ao fim. Lembro ainda esta citação de Agostinho da Silva.

os portugueses emigrados são os que se ficaram

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- - Para dizer tudo numa palavra, Portugal, para os verdadeiros portugueses, se tornava um país inabitável. Ao contrário da denominação histórica que se tornou corrente, os verdadeiros estranjeirados eram realmente os que, ficando em Portugal, serviam o poder; os outros, os que emigravam o mais que podiam, esses eram os reais portugueses, os portugueses tradicionalistas, os portugueses; que preferiam todos os incómodos de um exílio à dor de viver numa pátria que, de sua, só tinha o elemento material de céu, terra e mar. - in "Reflexão à margem da literatura portuguesa", de Agostinho da Silva

os dois noivos que a vida separou

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- Galiza, Catalunha, Navarra, Andaluzia, Bascos, Levantinos, ao correr da história, pouco mais do que escravos de escravos: porque escravidão, no fim de contas, pelo que respeita a degradação humana, age para os dois lados, para o lado do opressor e para o lado do oprimido. Com uma grande vantagem a favor das regiões periféricas: é que, vencidas, jamais se submeteram; e, no momento oportuno, se poderão comportar como nações livres [livres, do centralismo castelhano] que jamais renegaram a sua liberdade e jamais, abandonando seus mortos, desistiram da luta. E aqui, ao que me parece, se insere a grande façanha de Portugal. O que Portugal fez de maior no mundo não foi nem o descobrimento, nem a conquista, nem a formação de nações ultramarinas: foi o ter resistido a Castela. O ter mantido, através de sangue e fogo, o princípio de independência dos territórios periféricos. E o ter mostrado, naquilo que cabia em suas forças, e mais do que isso, porque verdadeira história só se faz assim, naq...