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O erro de Robin dos Bosques

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(originalmente publicado no Jacaré Parado Vira Mala ) Quem não gosta do Robin dos Bosques? A história passa-se na Inglaterra medieval e tem os problemas típicos da literatura romântica: há a donzela em apuros, há o xerife cruel, os pobres e famintos, um príncipe que conspira contra o rei seu irmão… e um herói que resolve todos os problemas com a pontaria do seu arco e flechas, ajudado por valentes amigos como Frei Tuck, João Pequeno e Will Scarlet. Escondidos na floresta de Sherwood, Robin dos Bosques e o seu bando vão resistindo à tirania de João Sem-Terra e sabotando as tentativas do xerife e do príncipe de se aproveitarem da ausência do rei Ricardo Coração-de-Leão que, entretanto, ajudava os cruzados em Jerusalém. Os valores estão todos certos: valentia, patriotismo, solidariedade, fé e amizade. Em Sherwood, Robin e os Merry Men caçam livremente, não pagam impostos, roubam os tesouros do príncipe e as colectas do xerife. Mas não o fazem para enriquecimento próprio, não! Eles roubam ...

experiências...

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- - Há quanto tempo! Por onde tens andado? - Estive a fazer voluntariado. Decidi viver um ano na Rocinha, que é a maior favela do Rio... - De Janeiro? - ... até Dezembro. - Hum, sim. Interessante. E que tal foi a experiência? - Foi má. - Má?? Como podes estar um ano num sítio e a experiência ser má? -

nesta Lisboa que eu amo...

Sou humilde, sou assim...! Ocupo tão pouco espaço que... caibo dentro de mim. José Viana (1922-2003), grande actor e pintor. Aqui, na saudosa "Grande Noite" de Filipe la Féria, em 1990.

a criminalidade e os bairros sociais em análise

- Sobre os últimos incidentes de criminalidade ocorridos em bairros sociais, algumas notas breves: - 1. Por causa de pequenos grupos de delinquentes, há bairros sociais que são estigmatizados como um todo, a muitos níveis, até na busca de emprego. Conheço pessoas que, para além da carga social de serem pobres, desempregados, deficientes ou de outras raças (que mania palerma agora, a de chamarem "etnias" às raças!), se puderem, não dizem em que bairro moram, porque já lhes aconteceu serem prejudicadas por o dizerem. É necessário estimular os grupos e as lideranças desses bairros para que mostrem as coisas boas que têm à sociedade, e que a comunicação social dê também antena a iniciativas positivas, e não apenas aos acontecimentos negativos. O contraditório e o direito de resposta valem para indivíduos, empresas e partidos que querem defender os seus egos, mas infelizmente ainda não serve para limpar a imagem de bairros inteiros que, muitas vezes, é injustamente manchada. - 2. ...

flores alfacinhas

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- - Há três flores típicas que muito dizem ao povo lisboeta. São elas o cravo, a alcachofra e o manjerico. Infelizmente, o cravo foi politizado pelo Abril de há 35 anos, e usá-lo passou a ser um acto de manifestação política e partidária. - - Mas, se o cravo foi politizado, a alcachofra e o manjerico permanecem puros na alma alfacinha. Os manjericos e as alcachofras continuam a ser cantados nas marchas de Santo António, sendo ambos os vegetais associados aos amores namoradeiros que o santo apadroa. - - Rogo apenas que não estraguem estes dois símbolos populares que nos restam, ao contrário do que fizeram com o belíssimo e outrora castiço cravo. Seria uma pena se tal acontecesse, pois estas perdas culturais são muito difíceis de se repor. -

vox populi - III

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- Chamo-me Maria da Conceição e a história da minha vida resume-se a umas poucas de linhas, muito breves e dramáticas. Nasci numa pequena aldeia de serra algarvia, e lá vivi até aos meus 14 aninhos quando fui trabalhar para casa de uns senhores em Lisboa. - Que bons eram esses senhores... ensinaram-me a cozinhar e a limpar, enfim, a lida da casa, e trabalhei para eles durante 40, quase 50 anos. Uma vida! Sempre dedicada àquela família, não mais voltei à terra, nada me prendia lá, nem sequer família lá deixei. E também, quem é que era a vizinha que se ia lembrar da gaiata que em 50 anos nunca lá voltou? Nunca fiz descontos para a reforma, era feliz e despreocupada cá em Lisboa. Só que... - O patrão morreu, e a sua senhora foi para um lar doente de alzheimer, ou lá como é que se diz. Eu também arranjei uma doença de pernas que mal me deixa andar, e por causa disso e da minha idade não arranjo trabalho em lado nenhum. Ando devagar, devagarinho, já fui operada mais que uma vez mas parece ...

fome no Montijo

- A crise em Portugal já começa a chegar ao ponto de surgirem famílias inteiras a passar fome . O desemprego é terrível. - Recebi por e-mail a informação que o bairro de Braço de Prata (no Montijo ) tem hoje cerca de 250 famílias a passar FOME e outras necessidades. Existem outros casos. Mas nesta área do Montijo em concreto, as Irmãs Escravas estão no terreno e a juntar bens alimentares para distribuir. Pode-se contribuir com bens embalados ( arroz , massa , feijão , atum , etc.), entregando-os na Rua de S. Félix 2A, em Lisboa, ou nas Missas de Domingo das Escravas (12h15m e 20h00m) na Rua dos Remédios à Lapa, também em Lisboa. - O Banco Alimentar também é uma boa solução para quem quiser combater a fome dando alimentos, e está quase por todo o país. O site do BA é www.bancoalimentar.pt -

quando há fé e boa vontade...

- - ... tudo se consegue. Mesmo quando somos pequenos, é possível contagiar os outros com o bom exemplo. Mesmo quando nos achamos sozinhos, podemos ser o princípio de esforços que se unem. Yes we can . -

quem quer ser milionário?

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- - Slumdog Millionaire mostra-nos uma faceta da Índia que não estamos habituados a conhecer, mas o alcance deste filme não se fica pelos problemas do subcontinente do caril – gravíssimos e reais, por sinal –, a sua mensagem pode aplicar-se à vida de qualquer português. A película conta-nos sobre o trajecto de dois irmãos, Caim e Abel, perdão, Salim e Jamal, que nasceram num sujo subúrbio de Bombaim, actual Mumbai, e que encaram a vida com atitudes muito diferentes. Enquanto que Salim se rende ao maquiavelismo musculado, Jamal joga a sua felicidade no globalizado mas pernicioso “Quem quer ser milionário?”. Todavia, alguém que pense que a felicidade se consegue graças ao dinheiro, desengane-se mais esta vez. O amor e a verdade são a escada para a verdadeira felicidade, onde só quem não está interessado no poder ou no dinheiro é que é digno de os ter. Mas, porque falo tanto de dinheiro, se esta é essencialmente uma história de amor? Este filme trata-se de uma grande história de amor e ...

pedido de tolerância aos discriminados desta vida

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- - Às senhoras: não me levem a mal por vos oferecer a prioridade ao passar uma porta. Não é machismo, é consideração! - Aos homossexuais: não se ofendam com o debate sobre o casamento. Não é homofobia, é zelo pela família! - Aos africanos: não nos julguem pelo mal que alguns antepassados desta Pátria fizeram aos seus. Não é esquecer o passado, é construir uma irmandade com futuro! - Aos pobres: não condenem todos os poderosos pela exploração realizada por alguns. Não é luta de classes, é igualdade perante a justiça! - - A todos, a minha oração, respeito e amizade. Não só tolerância, mas amizade. -

no carnaval da vida

- - Gostarias que eu fosse a tua gueixa, menino bom? - Sim, também. Mas, sobretudo, minha mulher. Vim a Tóquio propor-te casamento pela enésima vez. Desta vez convencer-te-ei, já te aviso. E, a propósito, desde quando é que andas de autocarro? O chefe dos Yakuza não te pode arranjar um carro com motorista e guarda-costas? - Mesmo que pudesse, não o faria - disse-me ela, sempre agarrada ao meu braço. - Seria ostentação, a coisa que os japoneses mais detestam. Aqui é mal visto uma pessoa diferenciar-se das outras, seja no que for. Por isso, os ricos disfarçam-se de pobres e os pobres de ricos. - in "Travesuras de la niña mala", de Mario Vargas Llosa -