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A mostrar mensagens com a etiqueta humildade

a brasileira da campanha do PSD

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Alessandra Augusta é esta mulher que vemos na fotografia. É brasileira e foi contratada pelo PSD para fazer esta última campanha eleitoral. Antes disso, tinha feito algumas eleições locais no Brasil. Alessandra foi atacada por todos os lados, mas continuou discretamente o seu trabalho. Alguns dos ataques até vieram de dentro, de consultores nitidamente aborrecidos por não estarem no seu lugar. Coisa feia, e o algodão não engana. Hoje, a responsável pelo marketing da campanha do PSD vem dar uma entrevista ao jornal Sol , de onde tiro apenas esta sua resposta: Tentou modelar Passos Coelho? Não. O que se fez foi potenciar o que ele tinha de bom. O mais interessante desta campanha é que o ‘não-marketing’ foi o grande marketing. Não trabalhámos Passos Coelho e deixámo-lo o mais natural possível. Porque é um candidato consistente, ainda que pouco conhecido. Mas, ao mesmo tempo, tínhamos outros dois candidatos, Sócrates e Portas, que eram excessivamente marketing. Eram sound-bytes demais. Ess...

as mangas arregaçadas de Sócrates

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Sei que este postal não versa sobre conteúdos e propostas (o que mais importa para os eleitores), mas apenas sobre a imagem e as aparências que permitem a um candidato entregar melhor ou pior a sua mensagem ao público assistente. Comparemos José Sócrates e Barack Obama quando chegam a um comício. Barack Obama é naturalmente simpático, comunica bem e sem esforço. Sobe ao palco. Saúda o público. Despe o casaco. Arregaça as mangas da camisa. Sorri. Começa a falar. Diz primeiro como está contente por estar ali. Namora a plateia. A seguir conta uma piada. E depois de ganhar a simpatia do público, coloca a sua mensagem através de uma retórica brilhante, baseada principalmente no relato de histórias - storytelling . Faz pausas onde os aplausos imprimem mais ritmo e dinâmica ao seu discurso. Termina a sua exposição pedindo ao público qualquer coisa, seja dinheiro para a campanha, seja o voto, seja uma acção de apoio. Despede-se demoradamente e deixa-se tocar por todos quantos puderem alcançá-l...

da humildade

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Passa uma geração, vem outra geração e a terra permanece sempre. Nasce o sol e põe-se o sol; depressa volta ao ponto de partida, donde volta a nascer. O vento sopra do sul, depois sopra do norte; num vaivém constante, retoma os seus caminhos. Todos os rios vão ter ao mar e o mar nunca se enche; e embora cheguem ao seu termo, jamais deixam de correr. Todas as coisas se afadigam, mais de quanto se pode explicar; o olhar não se farta de ver, nem o ouvido se cansa de ouvir. O que foi será outra vez e o que se deu voltará a acontecer: nada de novo debaixo do sol. Se de alguma coisa se disser: «Vede que isto é novidade», o certo é que já foi assim nos tempos que nos precederam. Mas nenhuma memória ficou dos tempos antigos, nem haverá lembrança dos acontecimentos futuros entre aqueles que vierem depois. Qohélet 1, 2-11