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Viriato descrito por Diadoro da Sicília

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Estátua de Viriato (1940) de Mariano Benlliure, na Cava de Viriato, em Viseu.   “No início, os Lusitanos não tinham um general talentoso e eram facilmente vencidos pelos Romanos; mas quando Viriato se tornou general dos Lusitanos, eles causaram severos danos aos Romanos.     Viriato era um dos habitantes das costas do mar, um pastor no alto das montanhas desde a sua infância. De constituição saudável por natureza, ele excedia todos os Iberos em força e agilidade do corpo, pois habituou-se a uma dieta poupada, muito trabalho e estafa, e não dormia mais do que fosse absolutamente necessário. Viriato andava sempre armado, e era famoso pelas suas lutas tanto com feras selvagens como contra ladrões.   Por fim, ele foi escolhido como líder da sua gente, e logo uma multidão de bandidos veio juntar-se a ele. Sendo muito bem-sucedido em diversas batalhas, Viriato era admirado não apenas pelas suas excelências físicas, mas também pela sua destreza enquanto general. Além di...

Paul Rusesabagina: o herói do Hotel Rwanda

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"My name is Paul Rusesabagina. I am a hotel manager. In April 1994, when a wave of mass murder broke out in my country, I was able to hide 1,268 people inside the hotel where I worked. When the militia and the Army came with orders to kill my guests, I took them into my office, treated them like friends, offered them beer and cognac, and then persuaded them to neglect their task that day. And when they came back, I poured more drinks and kept telling them they should leave in peace once again. It went on like this for seventy-six days." ~ Paul Rusesabagina, in “An Ordinary Man” (2007) — a autobiografia do homem interpretado por Don Cheadle no filme Hotel Rwanda (2004). O actor Don Cheadle com o herói ruandês Paul Rusesabagina. Após o genocídio ruandês em que morreram e foram violadas várias centenas de milhares de pessoas no ano de 1994, Paul Rusesabagina sofreu em 1996 uma tentativa falhada de assassinato. Por isso, exilou-se primeiro na Bélgica e depois nos EUA, trabalhando...

O arqueiro manchu

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“Manchu Soldier” (1873), de John Thomson. John Thomson foi um extraordinário fotógrafo escocês, pioneiro do fotojornalismo e das fotografias de viagem. É difícil escolher uma fotografia sua, entre tantas tão boas que se encontram online. Nesta imagem vemos um arqueiro manchu com traje e arco tradicionais, na posição correcta para atirar: barriga contraída, tronco ligeiramente inclinado para a frente, omoplata no sítio, cotovelo do braço direito em linha com o braço esquerdo esticado, mão atrás da orelha, visão enquadrando a linha da flecha com o alvo. O treino do arqueiro fará o observador inexperiente achar fácil esta posição de tiro, mas ele está provavelmente a puxar a corda do arco com uma força superior a 60 kgs (imaginemos 10 garrafões de água do Luso), o suficiente para a flecha perfurar um urso e sair do outro lado. Mas se algum músculo ou osso do arqueiro estiver fora do sítio nos segundos de preparação e execução do tiro, então a flecha toma outra direcção e não acerta no alv...

O momento de Morante de la Puebla

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“Adornándose con el capote” (16.04.2026), de Antonio Delgado-Roig - El Correo de Andalucía    Aí está Morante de la Puebla lidando “Colchonero” na Real Maestranza de Caballería de Sevilla, dia 16 de Abril.      A propósito da inesperada retirada do artista em Las Ventas no mês de Outubro de 2025, escreveu José María Jurado no ABC que “haría falta ser Shakespeare o Sófocles para poner palabras a la tragedia de Morante, a su soledad metafísica en el centro de un ruedo apoteósico mientras se adentraba en la morada de los inmortales.”    Felizmente, Morante de la Puebla não ficou por muito tempo longe das arenas e reapareceu em Sevilha por três vezes no passado mês de Abril. Depois, já teve uma grave cornada da qual recuperou — a sua arte quase nos deixa esquecer o perigo iminente que significa estar diante do toiro.  Continua a lidar toiros e a encher praças, apurando a estética e mostrando um temple que neste momento mais ninguém consegue igual...

Travelling with tea – part 3

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(também publicado no Substack ) You may read part 1 about Portugal, Bangladesh and Qatar here and part 2 about mainland China here . Macao and Hong Kong: I have been to Hong Kong and Macao many, many times. But still, not enough times yet. One can see the differences between those two cities, but they are relatively close to each other and experience a constant movement of people and goods. Both are open economies, where we can try some of the best teas from mainland China and other tea regions such as India, Ceylon, Taiwan, or Japan. These are cities where the best teas get proper attention in shop windows. One can conduct a serious sociological analysis just by observing the tea houses of Canton. There, we can see real intergenerational interactions, social hierarchies, habits, hospitality, and etiquette. Everyone should visit Macao and Hong Kong at least once in their lives. But if you like tea, besides visiting some of their beautiful tea houses and shops, you should also go to...

Montgomery à conversa com o retrato de Rommel

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Field Marshal Bernard Law Montgomery Durante os treze dias da Batalha de El Alamein (Egipto) em Outubro/Novembro de 1942, o comandante britânico dos Aliados Bernard Montgomery pendurou na sua caravana uma fotografia do seu arquirrival Erwin Rommel, comandante alemão do Eixo e também conhecido por “A Raposa do Deserto”. Em entrevista a Cliff Michelmore da BBC (1968), a explicação de Montgomery foi a seguinte: — Eu gosto de pôr na minha caravana uma imagem do meu oponente da altura. Eu costumava olhar para ela e dizer para comigo mesmo, «que tipo é este? Se eu fizer isto, como irá ele provavelmente reagir?» E, curiosamente, ajudou. Acho que algumas pessoas me pensavam louco. Mas sabe, fui tantas vezes considerado maluco que agora acho-o um elogio. Rommel era bastante diferente daquilo que as pessoas julgam. Ele era um general do tipo Prince Rupert. Isto significa que, para Montgomery, Rommel era um bom comandante da frente de batalha que preferia estar com os soldados que o seguiam, ma...

Sobre a destruição de chá no Boston Tea Party

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"Destruction of the Tea in Boston Harbor" (1856), de John Andrew      Esta gravura faz parte da galeria de arte da Yale University e representa a destruição de chá de 16 de Dezembro de 1773, mais conhecida por "Boston Tea Party". Dezenas de colonos americanos disfarçaram-se de indígenas Mohawk e ao cair da noite abordaram no porto de Boston três navios ao serviço da East India Company, jogando 342 caixotes de carga no mar e assim destruindo 42 toneladas de chá no valor de mais de $2,2 milhões actuais. Este foi um acto de protesto contra os impostos britânicos sobre vários produtos, incluindo o chá. "No taxation without representation" era a palavra de ordem contra os vários impostos sobre os colonos americanos. Esta milícia chamava-se Sons of Liberty e os seus membros vestiam-se de Mohawk para mostrar a Londres que se identificavam como americanos.      Nove dias depois, dia de Natal, outro navio aproxima-se de Filadélfia com 697 caixotes de chá e os Sons ...