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Um momento de temple

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(originalmente publicado no Jacaré ) Tempo Preso num horário e nas investidas arrítmicas das pessoas e dos acontecimentos na vida, arranjo espaço para templar.   Templar É mais do que o tempero e a temperatura do tempo. É mais do que  seasoning . Templar é moderar a vertigem do tempo e apreciar o que passa em câmara lenta. Não se trata de pôr um  frame  no  pause , mas de admirar devagar a sucessão dos acontecimentos, descobrindo a beleza dos pormenores, a verdade de pequenos aspectos, os traços de bondade das suas lições. Podemos templar na acção como na admiração. Templar é provar, sentir, aprender e guardar na memória. Templar é uma arte.   Peregrinação Nada nos dá maior temple do que a oração, caminhando pela natureza, notando as maravilhas da criação na companhia de pessoas que admiramos mais a cada passo que passa.   Eucaristia O altar onde nos encontramos com o Criador que encarnou para nos salvar, unidos ao seu sacrifício e Palavra.   Anim...

No meu tempo...

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(Originalmente publicado no " Jacaré parado vira mala " no dia 14 de Janeiro  de 2018) "No meu tempo..." - será que dizem todos a mesma coisa, os velhos? "No meu tempo é que era viver"; "no meu tempo é que era amar"; "que sabeis vós do que é a vida?" - à primeira vista, tudo lugares comuns. É um engano: embora pareça que os velhos dizem todos a mesma coisa, a única coisa que se repete é aquilo que os novos dizem sobre o que dizem os velhos! É que "no meu tempo" não é para se interpretar à letra e, mesmo que fosse, teriam dado conta que o tempo de que se fala não são os anos '40, '70 ou '90, pelos quais determinada geração de pessoas passou em jovem, mas sim o tempo em que aquela pessoa concreta viveu momentos extraordinários que recorda... Trata-se do "seu tempo", e não "o tempo deles"! Mas, ao viver agora, este tempo não é "seu" também? Bom, poderíamos concordar que s...

um Santo Natal e Feliz 2012

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A Conspiração das Teorias deseja a todos os seus leitores um Santo Natal (não acaba) e um ano de 2012 muito feliz. Aproveitamos esta época para remodelar completamente o aspecto d'A Conspiração. Espero que seja para melhor. E finalmente, dos vários vídeos de Natal que houve neste ano, este é o que destacamos. Um dos relatos mais repetidos ao longo dos tempos, de geração para geração, é a história do nascimento de Jesus. Um bom storytelling de Natal mostra a história verdadeira, dá esperança, é divertido, mas respeita e não faz troça. Este vídeo foi feito pelos neo-zelandeses da SPAM - St. Paul's Arts and Media e está francamente bem feito. Festas Felizes!

a melhor sondagem é a que não se publica

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As sondagens de opinião são caras e são sempre pagas por alguém. Um jornal pode dizer que pagou e publicou uma sondagem objectiva, mas é importante descortinar aqui alguns aspectos da maior importância, quer do lado da procura, quer do lado da oferta. Para começar, a própria independência dos media coloca-se hoje em questão, mais que noutros tempos. Cada jornalista vê a sua verdade condicionada quer pelo poder político, quer pelo poder económico (os media são empresas normais, com os seus interesses e preocupações próprios). É por isso importante saber quem pagou a sondagem que se publica. Em segundo lugar, temos as empresas que fazem as sondagens, e cuja ética é posta à prova conforme o cliente e a encomenda. Quando um cliente quer conhecer melhor um problema, uma situação real, ou determinada percepção pública acerca de um assunto, encomenda uma sondagem a uma destas empresas. Estes resultados são delicados e muito raramente são tornados públicos, é uma informação demasiado valio...

flexibilidade moral é terreno fértil para os sofistas

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Há uns tempos falava-se das bondades da "flexisegurança", da necessidade de flexibilizar a contratação e o despedimento, da flexibilização do trabalho e dos horários. São temas que hão-de voltar mais cedo que tarde. Mas hoje trago à Conspiração uma flexibilidade realmente perigosa: a flexibilidade moral. De facto, há trabalhos onde se pede ao contratado uma grande flexibilidade moral para defender valores que não são os seus e vestir uma camisola que não é a sua. Às vezes, até se defendem os valores que não são de ninguém. Há casos reais e diferentes tipos de escravatura no século XXI. Mas a mais perigosa de todas é a escravidão da consciência. O que torna a consultoria em comunicação um trabalho eticamente difícil é que o compromisso que temos para com a verdade passa para segundo plano. Nesta área da comunicação política e empresarial, muito raramente se tem em conta a verdade entre os objectivos propostos e que quando cumpridos valem como "sucesso". A reputação ...