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| "Destruction of the Tea in Boston Harbor" (1856), de John Andrew |
Esta gravura faz parte da galeria de arte da Yale University e representa a destruição de chá de 16 de Dezembro de 1773, mais conhecida por "Boston Tea Party". Dezenas de colonos americanos disfarçaram-se de indígenas Mohawk e ao cair da noite abordaram no porto de Boston três navios ao serviço da East India Company, jogando 342 caixotes de carga no mar e assim destruindo 42 toneladas de chá no valor de mais de $2,2 milhões actuais. Este foi um acto de protesto contra os impostos britânicos sobre vários produtos, incluindo o chá. "No taxation without representation" era a palavra de ordem contra os vários impostos sobre os colonos americanos. Esta milícia chamava-se Sons of Liberty e os seus membros vestiam-se de Mohawk para mostrar a Londres que se identificavam como americanos.
Nove dias depois, dia de Natal, outro navio aproxima-se de Filadélfia com 697 caixotes de chá e os Sons of Liberty encontram-se com o seu capitão explicando-lhe que nenhuma folha de chá deveria chegar a terra. Sabendo do que tinha acontecido em Boston, o capitão mandou abastecer o navio de mantimentos e regressou a Inglaterra com a mesma carga de chá. Foi a "Philadelphia Tea Party".
Ainda em Boston, um outro navio tinha escapado ao ataque e soube-se que tinha descarregado o seu chá num armazém do porto. Em Março de 1774 os Sons of Liberty entraram nesse armazém e destruiram todo o chá que encontraram. Tinham tido a notícia que parte do chá já tinha sido vendido à loja de Davison, Newman and Co. e, no dia 7 de Março, uma vez mais vestidos de indígenas Mohawk, os Sons of Liberty entraram nessa loja, levaram as últimas parcelas de chá e deitaram-nas ao mar.
O motivo político até podia ser de força maior, mas aquele chá tinha obrigação de ser muito bom. A destruição do chá sem a sua fruição não deixa de nos causar uma enorme pena.
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