Durante os treze dias da Batalha de El Alamein (Egipto) em Outubro/Novembro de 1942, o comandante britânico dos Aliados Bernard Montgomery pendurou na sua caravana uma fotografia do seu arquirrival Erwin Rommel, comandante alemão do Eixo e também conhecido por “A Raposa do Deserto”. Em entrevista a Cliff Michelmore da BBC (1968), a explicação de Montgomery foi a seguinte:
— Eu gosto de pôr na minha caravana uma imagem do meu oponente da altura. Eu costumava olhar para ela e dizer para comigo mesmo, «que tipo é este? Se eu fizer isto, como irá ele provavelmente reagir?» E, curiosamente, ajudou. Acho que algumas pessoas me pensavam louco. Mas sabe, fui tantas vezes considerado maluco que agora acho-o um elogio. Rommel era bastante diferente daquilo que as pessoas julgam. Ele era um general do tipo Prince Rupert.
Isto significa que, para Montgomery, Rommel era um
bom comandante da frente de batalha que preferia estar com os soldados que o
seguiam, mas que não compreendia tão bem a importância da administração e da
articulação da frente de batalha com as linhas logísticas atrás de si.
A vitória dos Aliados na Segunda Batalha de El
Alamein foi um ponto de inflexão da Segunda Guerra Mundial. Churchill reconheceu-o
poucos dias depois, no dia 10 de Novembro: “os Alemães receberam de volta a
mesma medida de fogo e aço que tantas vezes infligiram a outros. Ora, isto não
é o fim. Nem sequer é o princípio do fim. Mas é, talvez, o fim do princípio.”
Sem comentários:
Enviar um comentário