Vestígios de outros tempos e modos

   O que têm em comum o Arco das Portas de São Bento em Lisboa, os fornos de cal de São Gens no Ribatejo, e o Pompeu dos Frangos na Bairrada? São vestígios de outras épocas que, pela nossa memória e imaginação, podem transportar-nos para esses tempos e modos.

Pormenor do Arco das Portas de São Bento, em Lisboa.

   Pormenor do Arco das Portas de São Bento, desde 1998 na Praça de Espanha, em Lisboa. Construído em 1758 sobre a Rua de São Bento e integrado na Galeria da Esperança do Aqueduto das Águas Livres, foi desmontado em 1938 e montado sessenta anos depois no descampado da Praça de Espanha. Esse descampado foi entretanto valorizado e feito jardim, chamando-se hoje de Parque Gonçalo Ribeiro Telles.

Forno de Cal de São Gens, em Pontével.

   Forno de Cal de São Gens, em Pontével. O último que ainda sobra dos mais de 20 que houve na região.

Azulejo alusivo ao serviço da mala-posta, em Anadia.

   Um bom sítio para comer arroz de miúdos de cabidela é no Pompeu dos Frangos, na Malaposta. O restaurante fica na antiga estação da mala-posta, que dá o nome a esta terra do concelho de Anadia, bem no coração da Bairrada. As paredes estão revestidas de azulejos com várias cenas que ilustram o que era a velha mala-posta, um serviço de transporte de passageiros e de correio por diligência. Com uma nova estrada em 1859, estas carruagens puxadas por cavalos ligavam Lisboa e o Porto em apenas 34 horas. As carreiras da mala-posta viriam a acabar 5 anos depois, com o estabelecimento do caminho de ferro em 1864.

   Em Portugal abundam estes vestígios discretos mas cheios de História. Se nos detivermos por um momento diante deles, podemos imaginar como viviam os nossos antepassados. 

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