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mudar de condutor

Traduzido dos EUA 1952 para Portugal 2011: - Os socialistas fizeram erros, mas as intenções deles não são boas? - Bem, se o condutor da carrinha da sua escola vai contra um camião, bate num candeeiro da rua e despenha-se numa valeta... a questão não é se as suas intenções são boas. Temos de arranjar é um novo condutor.

grandes fotografias políticas (III)

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Dia 20 de Abril de 2007. Era o último dia da campanha eleitoral para eleger o novo Presidente da República Francesa. O conservador Nicolas Sarkozy e a socialista Ségolène Royal eram os favoritos para passar à segunda volta, e disputar a sucessão do presidente Jacques Chirac . Na altura, ambos estão próximos nas sondagens. Lembra-se onde é que Ségolène Royal passou o seu último dia de campanha? Eu não. Provavelmente fez umas arruadas, esteve num jantar com muitos militantes e alguns VIP's, e encerrou a campanha com o típico comício cheio de discursos inflamados e gente com bandeirinhas. O costume. Mas Nicolas Sarkozy não fez nada disso. Antes escolheu ir aos pântanos da Camarga, no sul de França, tirar umas fotografias montado num cavalo branco. Algumas destas fotografias percorreram mundo e são memoráveis. Contrastando com a feminilidade e beleza de Ségolène, Sarkozy quer mostrar-se viril, montando o cavalo branco entre os touros. Mas temos mais. Temos uma clara referência a Napo...

comunicar através dos 5 sentidos

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A comunicação é mais memorável quanto mais sentidos explorar. O ideal é comunicar através dos cinco sentidos, porque assim a experiência é memorável durante mais tempo, liga-se a mais episódios pessoais da história da nossa vida, e ajuda-nos a fazer escolhas, isto é, a decidir (comprar, fazer, votar, etc.). Normalmente não compro um livro sem o sentir nas mãos, o abrir e folhear. Para comprar roupa também é importante o toque do tecido. Uma questão de tacto. Também o marketing dos cheiros tem de ser levado cada vez mais a sério. Por exemplo, quem não gosta de sentir o cheiro especial de casa após uma longa viagem? Ou do cheiro de um carro novo? E quem não reconhece o perfume próprio de certas lojas como a Abercrombie & Fitch? Se os cheiros são cada vez mais usados para vender, também os sons têm um caminho a fazer na comunicação. Frank Luntz, um grande especialista americano em comunicação, fala-nos aqui da importância comunicacional dos sons: " Someday, somebody is going to m...

Newt Gingrich - um candidato amigo de Portugal

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Newt Gingrich está na corrida para chegar à Casa Branca em 2012. Gingrich foi speaker do Congresso dos Estados Unidos entre os anos 1995 e 1999 (Bill Clinton era o POTUS na altura), e pode ser considerado um histórico do Partido Republicano. Foi também escolhido como a Pessoa do Ano 1995 pela revista Time. É um candidato muito interessante e amigo de Portugal. Tive o privilégio de conhecê-lo no dia 24 de Março de 2010 em Washington D.C., num fórum transatlântico organizado em conjunto pelo Instituto da Liderança Hispânica no Congresso (CHLI) e pela Fundação para a Análise e Estudos Sociais (FAES), liderada pelo ex-Presidente do governo espanhol, José María Aznar . Neste fórum, Gingrich fez um belíssimo discurso que incidiu sobre três temas principais: o papel dos Estados Unidos no mundo, a difusão internacional de ideais conservadores, e o problema da emigração ilegal. Newt Gingrich é conhecido por ter um grande sentido mediático, por ser polémico, e por produzir bons sound bites qu...

as mangas arregaçadas de Sócrates

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Sei que este postal não versa sobre conteúdos e propostas (o que mais importa para os eleitores), mas apenas sobre a imagem e as aparências que permitem a um candidato entregar melhor ou pior a sua mensagem ao público assistente. Comparemos José Sócrates e Barack Obama quando chegam a um comício. Barack Obama é naturalmente simpático, comunica bem e sem esforço. Sobe ao palco. Saúda o público. Despe o casaco. Arregaça as mangas da camisa. Sorri. Começa a falar. Diz primeiro como está contente por estar ali. Namora a plateia. A seguir conta uma piada. E depois de ganhar a simpatia do público, coloca a sua mensagem através de uma retórica brilhante, baseada principalmente no relato de histórias - storytelling . Faz pausas onde os aplausos imprimem mais ritmo e dinâmica ao seu discurso. Termina a sua exposição pedindo ao público qualquer coisa, seja dinheiro para a campanha, seja o voto, seja uma acção de apoio. Despede-se demoradamente e deixa-se tocar por todos quantos puderem alcançá-l...

a melhor sondagem é a que não se publica

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As sondagens de opinião são caras e são sempre pagas por alguém. Um jornal pode dizer que pagou e publicou uma sondagem objectiva, mas é importante descortinar aqui alguns aspectos da maior importância, quer do lado da procura, quer do lado da oferta. Para começar, a própria independência dos media coloca-se hoje em questão, mais que noutros tempos. Cada jornalista vê a sua verdade condicionada quer pelo poder político, quer pelo poder económico (os media são empresas normais, com os seus interesses e preocupações próprios). É por isso importante saber quem pagou a sondagem que se publica. Em segundo lugar, temos as empresas que fazem as sondagens, e cuja ética é posta à prova conforme o cliente e a encomenda. Quando um cliente quer conhecer melhor um problema, uma situação real, ou determinada percepção pública acerca de um assunto, encomenda uma sondagem a uma destas empresas. Estes resultados são delicados e muito raramente são tornados públicos, é uma informação demasiado valio...

flexibilidade moral é terreno fértil para os sofistas

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Há uns tempos falava-se das bondades da "flexisegurança", da necessidade de flexibilizar a contratação e o despedimento, da flexibilização do trabalho e dos horários. São temas que hão-de voltar mais cedo que tarde. Mas hoje trago à Conspiração uma flexibilidade realmente perigosa: a flexibilidade moral. De facto, há trabalhos onde se pede ao contratado uma grande flexibilidade moral para defender valores que não são os seus e vestir uma camisola que não é a sua. Às vezes, até se defendem os valores que não são de ninguém. Há casos reais e diferentes tipos de escravatura no século XXI. Mas a mais perigosa de todas é a escravidão da consciência. O que torna a consultoria em comunicação um trabalho eticamente difícil é que o compromisso que temos para com a verdade passa para segundo plano. Nesta área da comunicação política e empresarial, muito raramente se tem em conta a verdade entre os objectivos propostos e que quando cumpridos valem como "sucesso". A reputação ...