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personagens do Fado (II) - o Homem do Saldanha

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O Homem do Saldanha morreu no dia 10 deste mês. Também conhecido por "o Senhor do Adeus", ele dedicava o tempo a cumprimentar desconhecidos, com acenos e sorrisos. Era um verdadeiro ex libris da cidade de Lisboa, levando a alegria ao Restelo de dia e à praça do Saldanha de noite. A simpatia do Homem do Saldanha quebrava o gelo e obrigava-nos a sair do conforto do anonimato, desta indiferença social que a cidade teima em nos impor. Diz a gente que este senhor cumprimentava os desconhecidos porque se sentia só. Podemos julgar que a sua postura no dia-a-dia era fora do normal, mas isso não quer dizer que ele não tivesse toda a razão em encarar a vida assim. Penso até que tinha. E parecia ser, acima de tudo, um homem genuíno e bondoso. O destino, o amor impossível de uma mulher, a solidão e a saudade, o adeus, o carinho tardio da sua cidade - depois da morte - são alguns dos ingredientes que fazem desta história um fado. A vida deste senhor inspirou então esta interpretação em d...

como contar a história do candidato

Eu venho de uma longa linhagem de lenhadores - começa o vídeo enquanto o candidato sobe para o tronco de uma árvore já sem ramos e começa a balançar o machado. - Sempre fui rápido a tirar um grande pedaço de madeira, e estou preparado para cortar a despesa excessiva que há em Washington. - E Sean Duffy conclui: - "I'll bring the axe to Washington", Vou trazer o machado para Washington. ( NY Times ) Sean Duffy é o candidato republicano ao Congresso pelo 7º distrito do Estado do Wisconsin. O Wisconsin tinha uma tradição republicana enraizada, mas nos últimos 18 anos votou maioritariamente democrata. Sean Duffy pode ajudar o Partido Republicano (GOP) a recuperar o Wisconsin, tal como se prevê nas próximas eleições. Duas características das campanhas eleitorais é que deve apresentar a história do candidato de forma coerente, por um lado, e conectar emocionalmente com os valores do eleitorado, pelo mesmo lado. Só assim é que se ganha a atenção das pessoas, e a partir daí pode...

da humildade

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Passa uma geração, vem outra geração e a terra permanece sempre. Nasce o sol e põe-se o sol; depressa volta ao ponto de partida, donde volta a nascer. O vento sopra do sul, depois sopra do norte; num vaivém constante, retoma os seus caminhos. Todos os rios vão ter ao mar e o mar nunca se enche; e embora cheguem ao seu termo, jamais deixam de correr. Todas as coisas se afadigam, mais de quanto se pode explicar; o olhar não se farta de ver, nem o ouvido se cansa de ouvir. O que foi será outra vez e o que se deu voltará a acontecer: nada de novo debaixo do sol. Se de alguma coisa se disser: «Vede que isto é novidade», o certo é que já foi assim nos tempos que nos precederam. Mas nenhuma memória ficou dos tempos antigos, nem haverá lembrança dos acontecimentos futuros entre aqueles que vierem depois. Qohélet 1, 2-11

grandes fotografias políticas (I)

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- David Cameron, Primeiro-Ministro britânico, a começar o dia com uma tosta enquanto lê as notícias matinais no seu iPad. Simplicidade no compromisso. Começar o dia alimentando o corpo e a mente. O domínio tecnológico e o glamour do poder, para inglês ver. A grande força desta fotografia (além da evidente qualidade no aproveitamento da luz), é que mostra um político apaixonado pelo seu trabalho. - É difícil eu gostar de uma fotografia de um político a jogar golfe, por exemplo, como as equipas de comunicação de Obama ou Bush insistiam em tirar. Porquê? Porque essas imagens podem ser usadas pelos adversários contra eles: "está fora da realidade"; "anda praticando desportos de gente rica, esquecendo-se da gente pobre"; "nem sequer sabe pegar no taco, tal como não soube pegar no País", etc., e por aí fora. Claro que o cenário seria pior ainda se o golfista fosse Sócrates ou Zapatero, pois nos Estados Unidos o golfe é um desporto nacional e na Europa contine...

is it still a simple ad?

- - Excelente anúncio do novo Mercedes SLS AMG, uma obra de arte, cheio de suspense, técnicos, banda sonora, paisagens e pormenores de tecnologia e design espectaculares. Quem guia é Schumacher, mas acabamos por ser nós a guiar. É que o mais impressionante é o pós-anúncio, com os botões interactivos nos sucessivos vídeos do Youtube, que nos levam a fazer escolhas (e escolher é poder) e a tomar a experiência como própria. Muito bem filmado e concebido. Rendo-me. Comunicação de luxo. -

ainda sobre os impostos

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quero menos impostos

- Querer menos impostos é saber que gasto melhor o meu dinheiro comigo do que o Governo. O Governo não devia gastar o meu dinheiro comigo, que para isso estou aqui eu, mas devia tomar conta das necessidades sociais que escapam da minha esfera de acção. E se o Governo deixar de ter essa ineficiente (e a maior parte das vezes ineficaz) preocupação de gastar o meu dinheiro comigo, eu não precisarei de pagar tantos impostos e poderei aplicar esse dinheiro muito melhor. A partir daqui derivam várias políticas e uma mudança profunda da nossa relação com o Estado e connosco próprios. Onde todos ganham : o Governo, menos preocupações e dores de cabeça; o Estado, mais sustentabilidade e futuro; quem precisa, melhor assistência e investimento de quem conhece os problemas de perto; e nós, mais responsabilidade e mais riqueza. -