quarta-feira, 4 de agosto de 2010

quero menos impostos

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Querer menos impostos é saber que gasto melhor o meu dinheiro comigo do que o Governo. O Governo não devia gastar o meu dinheiro comigo, que para isso estou aqui eu, mas devia tomar conta das necessidades sociais que escapam da minha esfera de acção. E se o Governo deixar de ter essa ineficiente (e a maior parte das vezes ineficaz) preocupação de gastar o meu dinheiro comigo, eu não precisarei de pagar tantos impostos e poderei aplicar esse dinheiro muito melhor. A partir daqui derivam várias políticas e uma mudança profunda da nossa relação com o Estado e connosco próprios. Onde todos ganham: o Governo, menos preocupações e dores de cabeça; o Estado, mais sustentabilidade e futuro; quem precisa, melhor assistência e investimento de quem conhece os problemas de perto; e nós, mais responsabilidade e mais riqueza.
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3 comentários:

L disse...

Caro António, existe uma palavra que define o que acabaste de escrever: utopia...

Já repareste que quem está no poder são os mesmos desde os anos 80?

Assim, nada muda (embora tudo se transforme...)

Forte abraço,

Luís Bessa Monteiro

António Vieira da Cruz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
António Vieira da Cruz disse...

Caro Luís, creio que esta utopia de hoje será uma necessidade inevitável amanhã.

A situação actual do Estado é insustentável. O Estado (nós!) estamos cobertos de dívidas no exterior. Este modelo de Estado social está falido.

As miragens utópicas são normalmente de modelos que simplificam a nossa vida e o papel do homem na sociedade. Mas este também não é o caso. Pagar menos impostos significa re-aprender a tomar decisões conforme as antigas responsabilidades que nos pertencem por natureza e fomos entregando ao Estado em demasia.

Toda a aprendizagem custa. Mas para além da asseguradamente melhor sustentabilidade económica deste tipo de medidas fiscais, esta atitude perante o Estado de chamar a nós próprios a responsabilidade que temos na sociedade, tornar-nos-á mais humanos, mais pessoas, melhores homens.

Forte abraço,

António