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castidade, a proposta que combate a SIDA

A propósito das sábias mas "politicamente incorrectas" declarações do Papa acerca dos preservativos e da abstinência, traz-se à Conspiração este belíssimo exemplar de comunicação que é um vídeo da campanha moçambicana de prevenção contra o vírus SIDA/AIDS/HIV. É na castidade e na lealdade que está a resposta que combate a promiscuidade sexual, que é a base do vertiginoso aumento do contágio de SIDA em África e, cada vez mais, na Europa. Não conheço uma campanha publicitária de preservativos (Control, Durex, etc.) que desincentive esta mesma promiscuidade sexual. Zero. Nenhuma! Antes pelo contrário, incentivam e contribuem na medida do possível para o crescimento deste lucrativo pântano onde chafurdam.

o dia da renovada esperança

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- Em tempos de crescente desânimo, uma antiga notícia é hoje especialmente bem-vinda, como todos os anos o é neste dia: a anunciação. Exactamente 9 meses antes do Natal, é a 25 de Março que a esperança da salvação começa a ganhar contornos reais. Por mais Judas e Pilatos que haja, por entre Herodes e Invernos (tanto os naturais como os económicos, demográficos ou de valores), do frio sai a Primavera e com ela renasce o amor, a fé, a esperança. Avé Maria, cheia de graça! -

vox populi - III

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- Chamo-me Maria da Conceição e a história da minha vida resume-se a umas poucas de linhas, muito breves e dramáticas. Nasci numa pequena aldeia de serra algarvia, e lá vivi até aos meus 14 aninhos quando fui trabalhar para casa de uns senhores em Lisboa. - Que bons eram esses senhores... ensinaram-me a cozinhar e a limpar, enfim, a lida da casa, e trabalhei para eles durante 40, quase 50 anos. Uma vida! Sempre dedicada àquela família, não mais voltei à terra, nada me prendia lá, nem sequer família lá deixei. E também, quem é que era a vizinha que se ia lembrar da gaiata que em 50 anos nunca lá voltou? Nunca fiz descontos para a reforma, era feliz e despreocupada cá em Lisboa. Só que... - O patrão morreu, e a sua senhora foi para um lar doente de alzheimer, ou lá como é que se diz. Eu também arranjei uma doença de pernas que mal me deixa andar, e por causa disso e da minha idade não arranjo trabalho em lado nenhum. Ando devagar, devagarinho, já fui operada mais que uma vez mas parece ...

"canción tonta"

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- Mamá. Yo quiero ser de plata. - Hijo, tendrás mucho frío. - Mamá. Yo quiero ser de agua. - Hijo, tendrás mucho frío. - Mamá. Bórdame en tu almohada. - ¡Eso sí! ¡Ahora mismo! - - in "Obra Poética", de Frederico García Lorca -

vítimas da heterofobia alheia

- Mais um debate desiquilibrado, faccioso e mal dirigido, desta vez por Fernanda Freitas no seu programa da RTP2, Sociedade Civil. Que desilusão, tinha a Fernanda Freitas em muito melhor conta jornalística. Era novamente sobre o casamento para aqueles duetos de homossexuais que reclamam para si o nome de "casal" sabendo que biologicamente não podem "acasalar", mas que mesmo assim querem "casar", adoptar crianças e até tê-las, por meio de inseminação e outros inéticos artifícios. O sim heterofóbico apresentou-se com os mesmos intervenientes, sempre de homofómetro em punho, prestes a apitar a quem deles discorda. Os media estão realmente a fazer um grande trabalho de casa, mais uns meses assim e alguma carneira sociedade portuguesa estará no ponto exacto que os lobos lobbies pretendem para fazer passar a lei sem muitas dificuldades. Mas, e enquanto protejemos a família, quem nos proteje da heterofobia dos outros? -

as tabernas do século XXI

- Quem gosta de um certo ambiente taberneiro, já não encontra em Lisboa muitos antros genuínos, mas para compensar há bastantes stands de automóveis. Ir a um stand de carros é como colher uma generosa amostra sociológica de tabernice, em vários sentidos. - Por um lado, os vendedores com o gel penteado com um bocadinho de cabelo, meinha branca, cheirando abundantemente a after-shave contrafeito, com um fino e cuidado risco de pêlos no lugar da patilha, tratando o cliente por "o shôr, pá, faxavôr faj'isto e depois had'me dzer s'eu na tinha razão". E depois casca-se no Sócrates, lamenta-se os resultados da bola, cumprimenta-se alguma senhora que passe e manda-se um piropo entre os godes, mas só quando ela estiver à exacta distância de o ouvir sem o perceber. Até aqui não há problema, é até um género típico que acho que deve ser, em certa medida, preservado. - Contudo, o que realmente me faz pena é ver cada vez mais mulheres nestes stands, escolhidas a dedo pelo chama...

o tamanho conta?

- Os defensores da liberdade abortiva até às 10 semanas lembram-me alguns protectores dos animais que conheço: protegem a qualidade de vida dos toiros e elefantes tão eloquentemente que nem dão pelas formigas que pisam e esmagam durante seus discursos. - É maior a vida do cão Serra-da-Estrela que a de uma aranha? Não, só se for no tamanho, porque se pensarmos vemos que se trata apenas de duas vidas animais. A diferença entre a criança de 9 semanas e a de 8 meses, e a que já teve a graça de nascer? É apenas uma estética diferença de tamanho. - Esta é a dura realidade instalada por trás da argumentação dos liberais pró-escolha do aborto: - - - Matem-nos! Desfaçam-se deles enquanto são pequeninos e quase não se vêem! - - Sim senhor. E depois, o que será de nós? - - Shhh... depois... olhem, depois não façam muito alarido. Se os miúdos não se queixam, não somos nós que vamos complicar a vida das pessoas, né ? Oiçam i-Pod muito alto, assobiem para o lado, liguem a telenovela ou vão à bola, a...